segunda-feira, 18 de março de 2013

Entenda o Termo "Quinto dos Infernos"


Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu  colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse  produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da  produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de “O Quinto”.
Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O  ”Quinto” era tão odiado pelos brasileiros, que foi apelidado de “O Quinto dos Infernos”. A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento,  cobrar os “quintos atrasados” de uma única vez, no episódio conhecido  como “Derrama”.

Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de “Inconfidência Mineira”, que teve seu ponto culminante na prisão e  julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário -IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano  de 2009 a 38% ou praticamente 2/5(dois quintos) de nossa produção. Ou  seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela  exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa  que pagamos hoje literalmente “dois quintos dos infernos” de  impostos…

Para que? Para sustentar a corrupção, o PAC; o mensalão; o Senado com  sua legião de “diretores”; a festa das passagens; o bacanal  (literalmente) com o dinheiro público; as comissões e jetons; a farra  familiar no executivo; os atos secretos; os filhos, filhas e netos dos senadores; os mordomos; os castelos e os congressistas que se lixam para a opinião pública . Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do  ”quinto dos infernos” para sustentar esta corja, que nos custa (já  feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte  Portuguesa.
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!

Retirado do Blog

PS: Hoje, não temos Tiradentes para nos salvar. Aliás, não temos ninguém no cenário político capaz de mudar esta situação, pois justamente eles é que mamam nesta teta.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O Poder Que Temos e é Ignorado


Se fizéssemos a mínima ideia do poder que temos nas mãos.

Nossas ideias, hoje, se disseminam em progressão geométrica.
Se você divulgar o que pensa para seus amigos no Face veja o que acontece:



200 amigos, que tenham 200 amigos cada e que, por sua vez também tenham 200 amigos cada resulta em uma comunidade de 8.000.000 (oito milhões) - isto se pararmos a conta na segunda geração.



Você tem ideia do poder que tem????
Temos ou não o poder de mudar o mundo???
Temos ou não o poder de pararmos o país por um dia e mostrarmos quem realmente manda????



Pense nisso.
Mas não pense muito, pois este poder também está do lado deles. E eles sabem muito bem como usar.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Esta Imagem é Uma Raridade



Beatles preparando-se para a famosa foto do Álbum Abbey Road.
Veja o local desta foto em tempo real em http://www.abbeyroad.com/crossing


Foto mítica dos Beatles, capa do disco 'Abbey Road', completa 44 anos

Fãs visitam diariamente a faixa de pedestres mais famosa do mundo; 'Abbey Road' foi o último disco gravado pelos garotos de Liverpool

Fonte: G1
Há 40 anos, os Beatles tiraram algumas fotos cruzando uma faixa de pedestres na londrina rua de Abbey Road, sem saber que essa imagem tão simples se transformaria com o tempo em uma das capas mais famosas de sua discografia.

No dia 8 de agosto de 1969, os "quatro rapazes de Liverpool" foram imortalizados sobre aquela faixa de pedestres, situada no bairro de St John's Wood (norte de Londres), na célebre e tão imitada foto que se transformou em um ícone da história do pop.

Desde então, o ritual se repete a cada dia neste cruzamento, perto de St John's Wood, no noroeste de Londres. Turistas se fotografam fazendo os mesmos gestos: em fila indiana, olhar fixos para frente, pernas espaçadas.

HISTÓRIA
Quarenta anos atrás, John Lennon, Ringo Starr, Paul McCartney e George Harrison entraram nos estúdios da EMI em Abbey Road para trabalhar naquele que seria seu último álbum em conjunto ("Let it Be" foi lançado um ano mais tarde, mas foi gravado antes da separação).

O disco levaria o título "Everest", em homenagem à marca de cigarros favorita de Geoffrey Emerick, engenheiro de som dos Beatles, mas a ideia de ter o Himalaia na capa não animou muito Lennon e companhia.

Segundo Brian Southall, autor de um livro que conta a história dos estúdios da EMI, "há um desenho que Paul McCartney fez de quatro homenzinhos estranhos atravessando uma faixa de pedestres", que "deu uma boa ideia" à banda.

Sem estarem totalmente convencidos, os quatro músicos saíram naquele dia 8 de agosto na companhia de Iain Macmillan - que conheceu os Beatles através de Yoko Ono - e fizeram a famosa pose na faixa de pedestres em frente aos estúdios da EMI.

"Eles deram a Macmillan uns 15 minutos, que subiu numa escada enquanto um policial segurava o trânsito. A banda caminhou pra frente e para trás várias vezes e nada mais do que isso", relatou à "BBC" Southall, amigo do fotógrafo, falecido em 2006.

A foto mostra John, Ringo, Paul e George cruzando em fila indiana a faixa de pedestres, em uma rua iluminada onde se destaca um Fusca branco estacionado à esquerda.

Na imagem, fruto de uma sessão em que Macmillan só tirou seis fotos, chama a atenção o fato de McCartney (de terno escuro) aparecer descalço e sem marcar o mesmo passo que seus companheiros.

MITOS E FATOS
Segundo uma teoria muito divulgada na época, a cena representaria uma procissão fúnebre na qual McCartney seria o morto; Lennon (de terno branco), o sacerdote; Starr (terno negro), o agente funerário; e Harrison (de camisa e calças jeans), o coveiro.

A decisão final de usar a curiosa foto como capa do disco ficou a cargo de John Kosh, diretor criativo dos estúdios da EMI, que achou desnecessário incluir o nome do grupo na capa, porque "era a banda mais famosa do mundo".

Como lembrança vale a pena destacar que o fusca branco, de propriedade de um vizinho de Abbey Road, teve a placa (de número "28IF") roubada várias vezes após o lançamento do disco.

O carro foi arrematado em um leilão realizado em 1986 por $23 mil dólares, e atualmente está exposto no museu da Volkswagen em Wolfsburg (Alemanha).

"Abbey Road", que contém clássicos como "Come Together" e "Here Comes The Sun", foi lançado em 26 de setembro de 1969 e, de acordo com a revista musical "Rolling Stone", é um dos 14 melhores discos de todos os tempos.

Várias bandas imitaram a mítica capa, como os "Red Hot Chili Peppers" em seu disco "The Abbey Road E.P." (1988), só que sem estar vestindo qualquer roupa.

Com os anos, a faixa de pedestres se tornou uma grande atração turística onde os visitantes tentam seguir os passos do conjunto de Liverpool e, porque não, tirar a tão famosa foto.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Se Havia Alguma Dúvida.........

Alguém ainda ouviu falar do mensalão?
Das perdas de cargo?
Da Rosemary?
Dos juízes do STF?
Do nosso grande "herói" Dr. Barbosa?
Não, né?

Pois é. Depois de todo aquele alvoroço veio o final de ano: Natal, Ano Novo,
o maldito BBB, carnaval........isto tudo se chama "Lavagem Cerebral".

Aposto que não só você não ouviu mais falar sobre tudo isso, como também já
nem lembrava disso.

Eles venceram.......

Nós perdemos mais uma vez.......

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Você e eu: dois iludidos pelo sistema

Você, que idolatra os partidos.

Você, que idolatra os políticos.

Você, que vota porque alguém te disse que só assim
          mudaremos o destino do país.

Você, que acredita em tudo o que vem de Brasília.

Você, que pensa que o sistema te considera um cidadão.

Você, que acredita que eles estão fazendo
          de tudo pelo seu bem  estar.

Você, que acredita que os impostos são arrecadados
          para para construir escolas, hospitais e
          manter o cidadão mais seguro.

Você, que pensa que é um cidadão.

Sinto lhe informar, mas foi enganado até agora.

Sinto lhe informar, mas você já morreu; apenas
          não sabe disso.

Estamos chegando lá.....quase.....no fundo do poço


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Que Coisa Mais Triste; Onde Chegamos?


Vida de pai (brasileiro) está, cada vez, mais difícil. Uma
simples conversa, com um filho pequeno, pode gerar certa perplexidade.
O diálogo de João Pedro com seu filho, de 10 anos, pode servir
como prova desse fosso entre as gerações.
- Que você vai ser quando crescer, filho?
- Presidente da República, pai.
- Puxa, filho, que legal. Mas por quê?
- Pra não precisar estudar.
- Não, filho, não é bem assim. Precisa estudar muito.
- Então quero ser vice-presidente.
- Vice, filho? Por que?
- Pra não precisar estudar. O José de Alencar também só foi até
a quinta série primária. Já posso parar.
- Não é assim, filho. Ele trabalhou muito e aprendeu.
- Pai, todo mundo que se dá bem não estudou: o presidente, o
vice, a Xuxa, o Kaká, o Zeca Pagodinho…
- É que eles têm um talento…
- Ah, entendi, estudar é para quem não tem talento?
- Não, filho, pelo amor de Deus. Artista é diferente.
- O presidente e o vice não são artistas.
- Não, quer dizer, o presidente, de certo modo, até é.
- Se eu estudar, vou ganhar mais do que o Kaká?
- Menos.
- Ah, é? Então quero ir já para a escolinha.
- Você já está numa boa escola, filho.
- Quero ir pra escolinha de futebol.
- Não, filho, você precisa estudar muito. A escola abre
caminhos para as pessoas. Pode-se viver dignamente. Filho, você
precisa ter bons valores. Pense numa profissão, numa coisa honesta e
que seja respeitada. Não quer ser médico, dentista ou, sei lá,
engenheiro?
- Não. De jeito nenhum. Tô fora, pai!
- Mas por que, filho?
- Eles nunca vão ao Faustão.
- Isso não tem importância, filho. Que tal bombeiro?
- Vou querer ser astronauta ou jornalista.
- Hummm… Jornalista? Por que mesmo, filho?
- Não precisa mais ter diploma pra ser jornalista.
Mas… Pensando melhor, acho que vou ser corrupto.
- Meu Deus, filho, não diga isso nem de brincadeira!
- Na TV disseram que ninguém se dá mal por causa da corrupção e
que tudo sempre termina em pizza. Adoro pizza. Quando for corrupto,
pedirei só de quatro queijos.
- Ser corrupto é muito feio, meu filho.
- Ué, pai, se é feio assim, por que Brasília está cheia deles e
quase todos conseguem ser reeleitos?
- É complicado de explicar, filho. Mas isso vai mudar.
- Quero ser corrupto e praticar nepotismo.
- Cale a boca, filho, de onde tira essas barbaridades?
- É só olhar a televisão, pai. O Sarney pratica nepotismo e é
presidente do Senado. Ninguém pode mexer com ele.
- Mas você sabe o que é nepotismo, filho?
- Sei. É empregar os parentes da gente.
- E você quer fazer isso?
- Claro. Assim, ia acabar com os vagabundos da família.
Se eu te arrumar um emprego, você deixa?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O País Que Mais Tem Leis No Mundo

                          Já notaram que neste país existem leis para tudo? Porém, há de se ressaltar, que apesar de serem muitas as leis, só precisam cumprí-las quem é um simples mortal; os demais estão acima delas.

                          Se um simples mortal cidadão contribuinte brasileiro desrespeitar qualquer uma das milhares de leis que nos afogam, conhecerá muito bem o poder do estado. Se este mesmo mortal, por exemplo, desviar dinheiro (não estou defendendo) no seu trabalho, será demitido e preso por estelionato.

                          Porém, se este cidadão for um cidadão especial (entenda-se: vereador, prefeito, deputado, governador, presidente, ministro do STF e outros STs ) ele tem o livre arbítrio para optar entre obedecer ou não, pois ele está acima das leis.

                          Neste mísero país existe (sim existe) uma constituição onde está escrito que todo serão iguais perante as leis. Alguém já disse uma vez que existem alguns mais iguais que outros.

                          Não vou me estender mais, pois eu sou um simples mortal cidadão contribuinte brasileiro e tenho que trabalhar, mas deixo a frase mais famosa de Ruy Barbosa dita em 1914:

        De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O Pão e o Circo Nosso de Cada Dia

                            Estamos vivendo um tempo, neste país, em que as pessoas estão ávidas por preencher suas vidas com o vazio das coisas sem valor. Com o respaldo total do sistema (entenda-se por mídia e governo/estado). A mídia vive de coisas sem valores e o estado apoia, visto que com tal situação podem engendrar suas maracutaias enquanto ganhamos nosso pão e circo de cada dia.

                            O estado e a mídia nos dão o circo: BBB, futebol, carnaval, programas de debates sempre tendenciosos, novelas (estas, totalmente vazias). E o estado aplaudindo, pois tudo isto gera impostos para serem roubados e nos tornam cada vez mais burros e submissos ao sistema.

                             Estou completamente descrente deste país. A educação é nula.  A saúde é nula. A segurança é nula. A justiça é nula. Tudo isso é resultado do que foi dito acima, pois um povo burro e submisso não precisa de educação, saúde, segurança e justiça. Precisa apenas de pão e circo.

                             Eu (e muitos outros também) me sinto impotente diante deste panorama, pois sei que a maioria (isto é democracia) vence. E é esta maioria que elege, em troca de pão e circo, a bandidagem que nos governa. O pão, na verdade, são as infindáveis "bolsas" que o estado distribui, como se fosse um Robin Hood moderno, que tira de quem tem alguma coisa e dá para os desprovidos da benção dos céus. Na verdade, o estado compra esta submissão das pessoas, como nossos exploradores faziam com os índios dando espelhos de presente.

                             Se o estado e a mídia nos dessem espelhos hoje, o que veríamos no reflexo seria uma pessoa apática, mansa (entenda-se: sem reação alguma, feito zumbi). Somos, hoje, feito gado caminhando mansamente para o abatedouro.

                             O que conforta a todas estas pessoas que idolatram o sistema atual (mídia/governo/estado) é que ao chegarem em casa, após um dia exaustivo de trabalho, poderão "curtir" mais um "paredão". Assistir um bom jogo de futebol. Ver sua escola de samba na avenida. Pegar em seguida o capítulo daquela novela que ensina como roubar o sócio ou enganar a esposa/marido.

                             Assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade. (Lulu Santos).

                             Que as forças do universo nos protejam.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Morri Em Santa Maria Hoje (Fabrício Carpinejar)

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.

A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.

Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.

Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.

Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.

Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.

Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.

A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.

Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido.

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