sábado, 7 de setembro de 2013

A maldição do petróleo



O presidente Lula comemorou a imensa descoberta de petróleo ano passado dizendo que “Deus é brasileiro”. Antes de celebrar, talvez ele devesse ouvir a opinião do venezuelano Juan Pablo Pérez Alfonso (1903-1979), fundador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Para ele, petróleo não é indício da mão de Deus, mas sim do intestino do demo. Juan Pablo costumava dizer que petróleo é o “excremento do diabo”.
Ele sabia do que estava falando, já que viu sua Venezuela erodir suas instituições democráticas e se perder em corrupção. É assim na maioria dos grandes exportadores de petróleo. Quase todos são ditaduras intermináveis, como o Iraque de Saddam e a monarquia saudita. Eles crescem menos que seus vizinhos sem petróleo e seus problemas sociais levam mais tempo para ser resolvidos. Vários são países devastados por guerras civis. Mesmo as democracias do óleo tendem a ser pouco democráticas. Veja o México, onde um mesmo partido, o PRI, ficou no poder por mais de 70 anos. Dos 20 maiores exportadores de petróleo do mundo, 16 são ditaduras. E outros dois – México e Venezuela – são democracias com instituições fracas. A maioria está nos últimos lugares do mundo em desenvolvimento humano, e entre os primeiros em desigualdade e endividamento. É nesse clube que o Brasil está prestes a entrar. Será que devíamos mesmo estar comemorando? E será que tem algum jeito de escapar da “maldição do petróleo”?
Por que petróleo faz tão mal? Como é que uma das mercadorias mais valorizadas do mundo pode gerar pobreza, guerra e autoritarismo? Nos últimos anos, economistas e cientistas políticos encontraram uma série de explicações.
A primeira: petróleo enfraquece a economia. Ele custa tão caro que uma cachoeira de dólares entra no país. Com muitos dólares em caixa, a moeda nacional se valoriza. Resultado, fica barato importar produtos estrangeiros e caro produzir – aí a indústria nacional definha. Só que o preço do petróleo é uma montanha-russa. Em 1990, o barril custava mais de US$ 40. Meses depois, caiu para menos de US$ 20. Enquanto este texto era escrito, um barril custava US$ 135. Essas altas e baixas destroem qualquer um. O preço sobe, o país se alaga de dólares e as indústrias fecham. O preço cai, secam os dólares, o país se endivida e não tem indústria para ajudar.
A segunda: petróleo distancia os políticos do povo. A maioria dos grandes exportadores de petróleo nem cobra impostos da população. Não precisam. Têm dólar sobrando. Os governos não prestam contas a ninguém, roubam descaradamente, torram dinheiro público e a sociedade civil é fraca, desestruturada.
A terceira: petróleo torna a política mais burra. A maioria dos países exportadores não tem um projeto de desenvolvimento, apenas grupos rivais brigando pelo poder – e pelo acesso ao poço de dinheiro. Quando chegam lá, gastam que nem loucos, sem planejamento, para não deixar nada para os rivais.
Quer dizer então que nos ferramos? Não. Num certo sentido, o Brasil deu sorte de virar exportador justo agora, quando estudiosos estão desvendando os mecanismos da maldição e inventando antídotos. Outra sorte é que o nosso petróleo está enterrado bem fundo, e vai demorar para começar a jorrar. Ou seja, dá tempo de nos prepararmos. Só que devemos trabalhar já, antes de o petróleo começar a ser vendido. Veja o que precisamos fazer:
1. Ter um projeto de país. Está na hora de governo, oposição e sociedade civil discutirem que tipo de país nós queremos. Claro que não vamos concordar em tudo, mas dá para alcançar alguns consensos. Por exemplo: o de que precisamos de educação básica decente, de infra-estrutura, de um sistema de saúde, de pesquisa científica, de proteção ao ambiente. O papel da imprensa é discutir essas questões e informar a sociedade, para que todo mundo possa participar. Com todo mundo de acordo com esse projeto, podemos planejar a longo prazo o uso do dinheiro do óleo – e cada governo novo tem a obrigação de continuar o que o anterior começou.
2. Proteger a economia. Quando o dinheiro vier, nos encheremos de dólares. Precisamos evitar que essa dinheirama inunde a economia e supervalorize o real. O ideal é colocar tudo numa conta separada, que precisa ser vigiada de perto pela oposição e pela sociedade civil, para que ninguém tire dela mais do que o permitido. O governo só pode sacar até um certo limite, e deixar o resto guardadinho para os nossos netos. Se o preço do petróleo cair, pode sacar um pouquinho mais para evitar depressão na economia. Se subir, é hora de guardar para tempos bicudos. E tudo o que o governo sacar tem que ser usado para colocar em prática o projeto de país descrito no item 1. Nada de aumentar a gastança do governo.
3. Transparência. O único jeito de evitarmos que surrupiem a grana é abrirmos todas as janelas. Precisamos que cada funcionário do governo tenha obrigação de prestar contas do que faz. Precisamos de organizações independentes destinadas a investigar gastos públicos. Precisamos de uma imprensa menos gritona e mais vigilante e racional. Precisamos que cada órgão do governo tenha como uma de suas funções fiscalizar um outro órgão do governo. Precisamos que o orçamento seja claro, transparente e público. O saldo da conta do dinheiro do petróleo, por exemplo, tem que poder ser acessado online por qualquer brasileiro.
Se fizermos tudo isso, o petróleo não só deixará de ser uma maldição como resolverá a maioria dos problemas do Brasil. Está aí a Noruega, 3a exportadora de petróleo e 2o maior índice de desenvolvimento humano do mundo, para provar que é possível. Mas, se não fizermos a lição de casa... Hmm, a coisa vai feder.

Retirado daqui

Por que tá difícil ganhar dinheiro?

Mais um vídeo deLeandro Zayd
Esse cara tá mostrando que é possível, sim, entender este mundo louco em que vivemos.

A natureza parasitária do atual sistema monetário

por Amanda Morales

Mesmo as pessoas mais educadas, por vezes enganadas pelos media dominantes e os chamados "peritos", deixam de identificar a causa básica da actual retracção económica e tendem a confundir o sintoma (inflação, desemprego, etc) com a causa. Outros factores incorrectos do seu desencadeamento muitas vezes são atribuídos à inerente cobiça humana, à super-população, aos baby boomers [NT 1] , ao abandono do padrão ouro, à reserva bancária fraccionária[NT 2] , às divisas fiduciárias, ao super-consumo e até mesmo à tecnologia.

O sistema monetário tornou-se a jaula global da escravização alimentada pela dívida que hoje conhecemos através de uma série de eventos: invenção da usura (conceder empréstimo em dinheiro a juros compostos), estabelecimento da reserva fraccionária na concessão de crédito, privatização da oferta monetária, criação de bancos centrais, abolição do padrão ouro e imposição legal de divisas fiduciárias.

Actualmente cerca de 96% do dinheiro nos países ocidentais vêm à existência como dívida (dinheiro-crédito) criada por bancos comerciais na forma de promessas de pagamento (IOUs) [NT 3] . Os montantes depositados no banco e emprestados são simples registos na contabilidade, não apoiados por quaisquer activos reais (como o ouro, por exemplo). O que dá valor a estes montes de papéis normalmente sem valor é o trabalho humano. Só quando paramos para pensar acerca disto podemos começar a apreender a natureza profundamente fraudulenta da concessão de empréstimos bancários: o tomador do empréstimo compromete como colateral pelo empréstimo algo que ele ainda não possui (isto é, o carro que ele compra a crédito) em troca do dinheiro que o prestamista realmente não tem nas suas reservas.

Vamos resumidamente examinar como são criadas bolhas especulativas e o efeito que elas têm sobre a economia real. As baixas taxas de juros estabelecidas pelos Bancos Centrais desencadeiam uma farra de crédito que atrai pessoas à dívida. Os bancos criam dinheiro ex-nihilo (a partir do nada) e emprestam-no a juro, inchando bolhas alimentadas pelo crédito (dot-com, habitação, imobiliário comercial, etc) que torna banqueiros e outros especuladores ultrajantemente ricos. Por definição, temos uma bolha quando o preço de um activo eleva-se para além do que o rendimento médio pode permitir. Vamos tomar a actual bolha habitacional como um exemplo. Quando a bolha finalmente explode, o valor do activo afunda com desastrosas repercussões nos balanços dos bancos e igualmente dos proprietários das casas: bancos retomam casas cujo valor está em queda rápida e proprietários descobrem-se em situação líquida negativa (o valor de mercado da sua casa é mais baixo do que o que eles estão a pagar ao banco a cada mês). Uma vez que foi permitido aos bancos tornarem-se "demasiado grandes para falirem", através de fusões e aquisições, as elites financeiras instruem seus políticos fantoches a salvarem-nos, a expensas dos contribuintes. Utilizando doses maciças de propaganda nos media e de instilação do medo, as elites lavam o cérebro das massas levando-as a acreditar que a prosperidade dos bancos é vital para a estabilidade social e a prosperidade económica. Por outras palavras, seguir-se-á o caos generalizado se permitirmos os grandes bancos irem à falência. Inicialmente, a maior parte dos cidadãos parece acreditar na mentira e aceitam pagar os custos através de aumentos de impostos e um conjunto de cortes e privatizações de serviços públicos (educação, previdência, infraestrutura, cuidados de saúde, etc).

Depois de garantirem o salvamento, os banqueiros premiavam-se a si próprios com bónus maciços e tentavam reverter aos negócios de sempre. Mas há um problema: o mundo esgotou-se de pessoas com crédito respeitável (o idiota seguinte no esquema de Ponzi). A maior parte dos indivíduos e negócios estão a naufragar em dívidas e a perspectiva é demasiado negra para prever qualquer lucro. Portanto os bancos não concedem empréstimos (credit crunch) e os devedores, quando podem, pagam à vista seu saldo em dívida, drenando dinheiro da economia real. Inicia-se assim uma perigosa espiral de deflação do dinheiro, provocando bancarrotas, desemprego, arrestos, definhamento de receitas fiscais e inquietação social. Enquanto isso o défice do governo dispara, inchando uma dívida pública já enorme e levando à espécie de crise de dívida soberana verificada em países como a Grécia, Islândia e Irlanda, para mencionar uns poucos.

Como chegámos a isto? Vamos dar um passo atrás e ponderar. Um sistema monetário baseado na usura exige crescimento sem fim, pois o juro composto cresce exponencialmente ao longo do tempo. Sob esta nova luz é mais fácil ver porque o establishment está tão obcecado com o aumento do PIB, um crescimento exponencial que simplesmente não é viável num planeta finito. Não há escapatória: se a economia não cresceu, não pode ser emitido novo dinheiro-dívida para estender no futuro os passivos de dívidas existentes. Uma vez que virtualmente toda a oferta monetária é criada pelos próprios bancos como dívida, novo dinheiro deve continuamente ser concedido como empréstimo só para pagar os juros devidos aos banqueiros. Analogamente, um crescimento zero ou negativo assinala o funeral do sistema monetário que estamos a testemunhar exactamente agora.

Considerações éticas acerca do parasitismo inerente à usura certamente seriam apropriadas nesta altura: possuidores de dinheiro emprestam-no àqueles a quem ele falta, os quais por sua vez tornam-se seus escravos. Mas a usura também apresenta um problema matemático prático: os bancos criam só o principal mas não o juro necessário para reembolsar os seus empréstimos. Isto resulta numa escassez de dinheiro crónica que afecta todos os actores do sistema, pois o dinheiro para pagar de volta o juro sobre todos os empréstimos não existe. Em consequência, todos nós devemos competir num jogo de soma zero para ganhar alguma coisa que simplesmente não existe. O dinheiro é ganho por alguns em detrimento de outros que ficam sem, o que se parece cada vez mais como uma competição implacável que amplifica grandemente o conflito social e os desequilíbrios de riqueza.

A constante expansão da oferta monetária necessária para aliviar uma escassez crónica de dinheiro é a causa principal da inflação, um confisco furtivo de riqueza dos possuidores de dinheiro. O sistema monetário poderia ser comparado a um jogo de cadeiras musical: enquanto a música toca (tanto a oferta monetária como a economia expandem-se) aparentemente não há perdedores [1] .

O montante do dinheiro-dívida no sistema deve crescer continuamente para minimizar o risco de uma deflação perigosa. Podemos agora entender como todas as conversas que ouvimos nos media dominantes acerca da necessidade de reduzir dívida são de facto apenas um disfarce enganoso. A dívida está destinada a ser mantida porque todo o sistema está baseado sobre ela. Qualquer redução de dívida (tanto pelo reembolso como pelo cancelamento) aumentaria a escassez de dinheiro, com consequências catastróficas numa economia disfuncional como a nossa.

Apesar de todos os esforços dos banqueiros centrais para manter o jogo em andamento, a oferta de dinheiro em muitas economias ocidentais actualmente está a contrair-se e milhões de pessoas são relegadas ao frio permanente.

Quando dívida é reembolsada, o falso principal é progressivamente destruído e o juro permanece como um lucro para o banco. Se considerarmos que sobre grandes empréstimos reembolsados ao longo de períodos de tempo muito longos (tais como hipotecas) o montante do juro cobrado pode facilmente exceder o principal, podemos começar a apreender a proporção colossal desta fraude bem como a sua natureza intrinsecamente parasitária.

Armados com este conhecimento, torna-se claro que o sistema monetário imposto sobre nós está em bancarrota estrutural. Um sistema de concessão de empréstimos baseado em juro só poderia funcionar se todo o dinheiro ganho através do juro fosse gasto em bens e serviços (de modo a que o tomador do empréstimo pudesse ganhá-lo outra vez), não entesourado ou emprestado outra vez. Entesourar dinheiro ou emprestá-lo a diferentes tomadores ao mesmo tempo (como os bancos fazem hoje) provoca a escassez do mesmo e finalmente leva a incumprimentos em massa.

Penso que a privatização do dinheiro é a principal causa subjacente da pobreza, escravatura económica, sub-financiamento do governo e de uma classe dirigente oligárquica que frustra toda tentativa de arrancá-la das rédeas do poder. 

Muito Bem Explicado......Já Dá Para Ter Uma Idéia De Como Funciona O País Das Maravilhas


terça-feira, 3 de setembro de 2013

De Olho No Passado

As vezes fico a pensar se estamos no rumo certo. 
Sinto falta daquela inocência dos 70/80. 
Podíamos perambular pelas ruas a noite sem medo de cruzar com alguma gangue de marginais. 
Podíamos ir aos estádios vibrar pelo nosso time sem medo de se deparar com alguma torcida organizada.
Podíamos ir ao cinema (sim, cinema era no centro da cidade, não no shopping) e voltar a pé para casa altas horas da noite.
Podíamos ter aulas de direção em casa mesmo, sem custo algum. E depois era só prestar o exame de direção.
A propósito, uma carteira de motorista custava em torno de uns R$ 80,00 (Você não acredita, né?)
As brincadeiras eram inocentes, ninguém se machucava, nem física, nem psicologicamente.
Sabíamos quem era o bandido e quem era o mocinho da história.
Existia uma coisa, pouco conhecida ou quase extinta hoje, chamada "música".
Naquela época, existia a ideia de que notas musicais numa sequência melódica e harmoniosa produzia algo agradável aos ouvidos.

Estou certo de que em algum ponto em os 70/80 perdemos o rumo.
O certo nem sempre está tão certo.
Os valores estão todos invertidos. Hoje, o herói é o malandro; o herói é o cara descolado.
Música boa é........bem, isso já não tem mais importância.
Cinema........só vamos se pudermos dar uma passadinha na praça de alimentação e comer um Mac.
Estádios, ou melhor, arenas, só se você sair por último, quando todas torcidas organizadas já estiverem em casa.
Carteira de motorista? Só se você fizer um empréstimo no banco.

Algo está muito errado.
E não é saudosismo meu, não.
Se você tiver 20/25 hoje e parar para pensar, vai concordar que era um paraíso.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Um País Sem Classificação

É este o país que vocês, porcos políticos, querem que sedie a Copa do Mundo e as Olimpíadas????

Eu tinha me acalmado nos últimos meses quando vi que o povo (incluindo eu) acordou do sono profundo e resolveu ir para as ruas. Porém, as coisas negativas que vemos dia-a-dia neste esgoto do terceiro mundo voltaram a fazer com que eu voltasse ao meu antigo pensamento: TENHO VERGONHA DE SER BRASILEIRO. TENHO NOJO DE TUDO O QUE TEM ORIGEM NO BRASIL. SOMOS UM POVO MEDÍOCRE, QUE É LEVADO PARA O ABATEDOURO SEM ESBOÇAR UMA MÍNIMA REAÇÃO.

Assistam o vídeo abaixo e entendam o porque do meu desabafo.

Acessem este link

Este é o Nosso País Dos Altos Impostos


                   O que este cara fala é o que todo mundo gostaria de falar, mas tem medo, é hipócrita, é funcionário público ou político.

                   O Brasil morreu, só ainda não sabe disso. Ano que vem, depois de perdermos a Copa e de o PT perder as eleições, tudo virá a tona. Será tarde demais para arrependimentos.

                   Anotem o que estou dizendo.

Um País Sem Dono

                  Quando falam em justiça, neste paizinho de terceiro mundo, causa-me momentos de riso. Justiça, aqui, é coisa que já foi esquecida e enterrada. Graças ao fato de este povo ser pacato (ou burro) ainda não fazemos justiça com as próprias mãos.Porém, o caldo está por entornar; já não aguentamos mais tanto desmando.
                  Em um país onde ladrão de galinha vai preso e só depois é julgado, mas assassinos do trânsito respondem em liberdade e no máximo pagam uma cesta básica como punição, não pode ser levado a sério.

                  Uma família foi destruída (poderia ser a minha ou a sua) e o assassino pagou R$ 100.000,00 de fiança e já está solto. Aqui, um detalhe: O mesmo estado que diz se preocupar com o cidadão trocou a cadeia deste assassino por R$ 100.000,00. Na verdade, nosso estado está apenas interessado nas multas e fianças. 

                  Nosso estado nunca esteve preocupado com o cidadão; isto é conversa pra boi dormir.

                  Quero que este país se foda do primeiro ao quinto com todos os políticos e eleitores que vendem seus votos.

Aqui, não há futuro.


Vídeo-matéria

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O Despertar de Um Gigante

Tal qual conta nosso Hino Nacional, estivemos deitados em berço esplêndido por séculos. Parece que agora despertamos de nossa hibernação e queremos fazer  mudanças em 1 dia que não foram feitas em décadas. Já estava mais que na hora.

Há pelo menos dez anos o Brasil está vivendo uma falsa prosperidade. Tentaram, e até certo ponto conseguiram, fazer-nos acreditar que o Brasil, da noite para o dia, pagou toda sua dívida externa e estava vivendo, finalmente, dias de prosperidade.

Um país que até poucos anos atrás tinha que obedecer as ordens do FMI, passou a perdoar dívidas de outros países, passou a enviar exércitos para ajuda externa, passou a emprestar dinheiro para recuperação de alguns pequenos países. Fizeram-nos acreditar que estávamos vivendo momentos de muita fartura.

Mas, como meu sábio pai sempre diz: "Do couro sai a correia" ou como já disse alguém de quem não lembro o nome agora: "Não existe almoço grátis"; o Brasil andou fazendo caridades as custas de ignorar o que acontecia no próprio quintal. O Brasil tirou dinheiro de áreas básicas como saúde, educação e segurança para perdoar dívidas e ajudar outros países em troca de ter uma imagem internacional de prosperidade.

Quando me refiro a Brasil me refiro aos governantes, pois o Brasil, como nação, como pedaço de terra, é maravilhoso. Mas quem determina os rumos de uma nação são seus governantes e se estes entendem que estão acima de qualquer lei e o que importa é o que vai para seus próprios bolsos, então algo tem que ser feito com urgência.

Um país onde a população de um bairro tem que se reunir para comprar uma bicicleta para a polícia.
Um país onde o povo tem que pagar a gasolina da viatura da polícia.
Um país onde os professores, responsáveis por formar os adultos de amanhã, recebem uma ninharia.
Um país onde os professores são obrigados a não reprovar os alunos, independente de seu desempenho.
Um país onde pessoas morrem na sala de espera de hospitais por falta de médicos ou porque estes simplesmente não compareceram ao expediente.
Um país onde exames de saúde não são realizados porque os equipamentos estão parados por falta de manutenção.
Um país onde qualquer funcionário público ganha muito mais que os de empresas privadas para desempenhar a mesma função.
Um país onde políticos iniciam seu mandato com um capital X e terminam seu mandato milionários. Uma conta que ninguém sabe explicar.

Como pode um país destes querer sediar Copa das Confederações, Copa do Mundo de Futebol e Olimpíadas? É óbvio que não pode. Só está fazendo isso para manter sua imagem de prosperidade. Imagem de prosperidade as custas de abandonar tudo o que é mais importante para uma nação.

Como se diz: "Não foram apenas os vinte centavos". Os vinte centavos são apenas a gota d´agua, a ponta do iceberg. São muitos e muitos outros vinte centavos que estão nos roubando diariamente. É o dinheiro nas cuecas, é a propina, é o alto salário de políticos sujos, é o político condenado que não cumpre pena alguma. São tantas coisas, que fizeram tanto barulho, que o gigante acordou.

De início parecia apenas que o gigante logo voltaria a dormir, mas não. Ele acordou de mau humor. E espero que continue assim até por os pingos nos is.

Uma nação é feita de homens. E homens que aceitam pacificamente serem roubados, enganados e ridicularizados por sua falta de respeito próprio não podem formar uma nação.

Estamos indignados, sim. Cansamos, sim. Foram anos e anos de estupro coletivo de um povo pacífico.

O gigante acordou e não vai mais dormir, pois está de mau humor.

sábado, 1 de junho de 2013

Simples Assim

Como ocorre o processo de BOOT no hardware da máquina:

Conhecer a dinâmica do boot em um computador auxilia muito a detectar defeitos no micro, principalmente ao se basear nas mensagens de erro que são produzidas pela BIOS. Claro que neste caso, estamos falando de um micro com defeito, mas com sinal de vídeo.

O termo “boot” serve para designar o método pelo qual o PC se torna operacional. Ao ligar o computador, ou pressionar o reset, o PC carrega um grande sistema operacional, após primeiramente carregar um programa pequeno que carrega o sistema operacional na memória do micro. A sucessão de eventos se inicia com a energia alimentando a placa-mãe e finaliza em um completo sistema com programas carregados e rodando. Cada evento, dentro do processo de hardware, é iniciado com a finalização do evento anterior, e sua finalização, significa o início do próximo numa cadeia de processos.

A primeira parte da seqüência de inicialização é independente do sistema operacional, o que significa que esses passos são os mesmos para qualquer PC, independente do sistema operacional que ele use: Linux, Windows, etc...

A segunda parte, já é dependente do sistema operacional instalado na máquina, o que significa que esses passos posteriores vão variar de computador para computador.

Seqüência de eventos:

1) O computador é ligado

2) A fonte ATX executa um auto-teste nas tensões de alimentação. Quando todas as voltagens e níveis de corrente estão aceitáveis, a fonte indica que a energia de alimentação aos periféricos está ok e emite o sinal power_good para a placa-mãe. O tempo entre o botão de liga/desliga ser pressionado até a liberação do sinal power-good é normalmente entre 0.1 e 0.5 segundos.

3) O microprocessador começa a executar o código da ROM BIOS, iniciando no endereço de memória FFFF:0000. Como este endereço é localizado nos últimos 16bytes de espaço disponível na ROM, há uma instrução JMP (jump-salto) para o endereço inicial da ROM.
4) A ROM BIOS executa testes em todo o hardware para verificar a funcionalidade do sistema de hardware como um conjunto. Qualquer falha encontrada será indicada por beeps, porque o sistema de vídeo ainda não foi inicializado. Se a BIOS for plug and play (PnP), os passos a seguir, serão executados.
5) A BIOS PnP verifica a memória RAM em relação aos endereçamentos das portas de entrada/saída, IRQ´s (interrupt request lines – linhas de requisição de interrupção utilizada pelos programas, posteriormente, para requerer espaço de carga na memória RAM, DMA (direct memory Access – acesso direto á memória), e todos os seus canais, e diversas outras configurações necessárias para inicializar dispositivos plug and play no computador.
6) Todos os dispositivos Plug and Play encontrados pela BIOS são desabilitados, para evitar potenciais conflitos.
7) É criado um mapa de recursos de hardware usados e não usados.
8) Os dispositivos de hardware plug and play são configurados e reabilitados um por vez.
9) A BIOS executa uma verificação no endereço destinado a vídeo ROM´s, em busca de programas de ROM BIOS, que podem estar contidos tanto em uma ROM BIOS de vídeo de uma placa de vídeo onboard, como em uma placa de vídeo plugada em qualquer slot na placa mãe. Encontrando uma vídeo ROM BIOS, a mesma é testada através de um procedimento de checksum (este procedimento verifica a integridade de cada área de endereçamento da memória ROM). Se a video BIOS passar no teste de checksum, a ROM será executada, e vai inicializar a controladora de vídeo, então um cursos aparece na tela. Se o teste de checksum falhar, a seguinte mensagem aparecerá:
“C000 ROM Error”
10) Se a BIOS não encontrar nenhum vídeo ROM de placas off-board, então usará os drivers da vídeo ROM da placa mãe, para inicializar o hardware do monitor de vídeo, e o cursor vai aparecer na tela.
11) A ROM BIOS da placa mãe verifica os endereçamentos de memória C800:0000DF80:0000 incrementando 2KB, para buscar outros tipos de ROM BIOS, que possam estar em qualquer outra placa controladora (como por exemplo, placas SCSI, placas recovery cards). Se alguma for encontrada, ela é testada, e o programa existente nela é executado. Estas ROMs provenientes de outras placas podem alterar as rotinas existentes na ROM principal, e estabelecer novas rotinas.
12) Falha no teste de qualquer uma dessas ROMs de placas controladoras ou adaptadoras, vão ocasionar a seguinte mensagem:
“XXXX ROM Error”, onde XXXX indica o endereço do segmento da ROM defeituosa.
13) A ROM BIOS analisa o valor da palavra no endereçamento de memória 00000472 para saber se a inicialização do computador é proveniente de boot a frio (quando você liga o computador no botão liga/desliga) ou boot quente (quando o micro já estava ligado, e por algum motivo você reinicializa o micro). Uma palavra com valor 1234h neste endereçamento é um flag indicador de boot quente, o que faz com que a BIOS pule a parte de teste da memória RAM do POST. Qualquer outro valor neste endereçamento indica boot a frio, então a BIOS executa o procedimento completo do POST.
14) Qualquer erro encontrado durante a execução do POST, será reportado através de uma combinação de beeps audíveis e exibição de mensagens de erro. A finalização dos testes com sucesso será indicada através de um beep único.
15) A ROM BIOS procura por informação de boot no cilindro 0, cabeça 0, setor 1 (o primeiro setor) no dispositivo de boot padrão. Atualmente, as BIOS, por padrão, permitem que o usuário habilite o dispositivo de boot padrão, e outros, além do padrão. Após a busca pelo dispositivo padrão, caso não encontre informação de boot no padrão, a BIOS vai procurar esta informação em outros dispositivos que estejam configurados. O setor de boot é carregado na memória no endereço em 0000:7C00 e é testado.
Se houver disco em um dos drives, mas o setor não puder ser lido, ou caso não haja nenhum disco presente, a BIOS segue, com o procedimento do passo 18.
16) Se o boot estiver ocorrendo através de um disquete, e o primeiro byte da informação de boot do volume for menor que 06h, ou se o primeiro byte for maior ou igual a 06h e as primeiras nove palavras contiverem os mesmos caracteres de dados, uma mensagem de erro aparece e o sistema para:
“602-Diskette Boot Record Record Error”
17) Se a informação de boot do volume (VBR, volume boot Record) não puder encontrar ou carregar os arquivos do sistema, ou se um foi encontrado um problema ao carregá-los, uma das mensagens a seguir, aparecerá:
- Non-system disk or disk error
Replace and strike any key when ready
- Non-system disk or disk error
Replace and press any key when ready
- Invalid system disk
Replace the disk, and then press any key

Retirado daqui

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