Tal qual conta nosso Hino Nacional, estivemos deitados em berço esplêndido por séculos. Parece que agora despertamos de nossa hibernação e queremos fazer mudanças em 1 dia que não foram feitas em décadas. Já estava mais que na hora.
Há pelo menos dez anos o Brasil está vivendo uma falsa prosperidade. Tentaram, e até certo ponto conseguiram, fazer-nos acreditar que o Brasil, da noite para o dia, pagou toda sua dívida externa e estava vivendo, finalmente, dias de prosperidade.
Um país que até poucos anos atrás tinha que obedecer as ordens do FMI, passou a perdoar dívidas de outros países, passou a enviar exércitos para ajuda externa, passou a emprestar dinheiro para recuperação de alguns pequenos países. Fizeram-nos acreditar que estávamos vivendo momentos de muita fartura.
Mas, como meu sábio pai sempre diz: "Do couro sai a correia" ou como já disse alguém de quem não lembro o nome agora: "Não existe almoço grátis"; o Brasil andou fazendo caridades as custas de ignorar o que acontecia no próprio quintal. O Brasil tirou dinheiro de áreas básicas como saúde, educação e segurança para perdoar dívidas e ajudar outros países em troca de ter uma imagem internacional de prosperidade.
Quando me refiro a Brasil me refiro aos governantes, pois o Brasil, como nação, como pedaço de terra, é maravilhoso. Mas quem determina os rumos de uma nação são seus governantes e se estes entendem que estão acima de qualquer lei e o que importa é o que vai para seus próprios bolsos, então algo tem que ser feito com urgência.
Um país onde a população de um bairro tem que se reunir para comprar uma bicicleta para a polícia.
Um país onde o povo tem que pagar a gasolina da viatura da polícia.
Um país onde os professores, responsáveis por formar os adultos de amanhã, recebem uma ninharia.
Um país onde os professores são obrigados a não reprovar os alunos, independente de seu desempenho.
Um país onde pessoas morrem na sala de espera de hospitais por falta de médicos ou porque estes simplesmente não compareceram ao expediente.
Um país onde exames de saúde não são realizados porque os equipamentos estão parados por falta de manutenção.
Um país onde qualquer funcionário público ganha muito mais que os de empresas privadas para desempenhar a mesma função.
Um país onde políticos iniciam seu mandato com um capital X e terminam seu mandato milionários. Uma conta que ninguém sabe explicar.
Como pode um país destes querer sediar Copa das Confederações, Copa do Mundo de Futebol e Olimpíadas? É óbvio que não pode. Só está fazendo isso para manter sua imagem de prosperidade. Imagem de prosperidade as custas de abandonar tudo o que é mais importante para uma nação.
Como se diz: "Não foram apenas os vinte centavos". Os vinte centavos são apenas a gota d´agua, a ponta do iceberg. São muitos e muitos outros vinte centavos que estão nos roubando diariamente. É o dinheiro nas cuecas, é a propina, é o alto salário de políticos sujos, é o político condenado que não cumpre pena alguma. São tantas coisas, que fizeram tanto barulho, que o gigante acordou.
De início parecia apenas que o gigante logo voltaria a dormir, mas não. Ele acordou de mau humor. E espero que continue assim até por os pingos nos is.
Uma nação é feita de homens. E homens que aceitam pacificamente serem roubados, enganados e ridicularizados por sua falta de respeito próprio não podem formar uma nação.
Estamos indignados, sim. Cansamos, sim. Foram anos e anos de estupro coletivo de um povo pacífico.
O gigante acordou e não vai mais dormir, pois está de mau humor.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
Simples Assim
Como ocorre o processo de BOOT no hardware da máquina:
Conhecer a dinâmica do boot em um computador auxilia muito a detectar defeitos no micro, principalmente ao se basear nas mensagens de erro que são produzidas pela BIOS. Claro que neste caso, estamos falando de um micro com defeito, mas com sinal de vídeo.
O termo “boot” serve para designar o método pelo qual o PC se torna operacional. Ao ligar o computador, ou pressionar o reset, o PC carrega um grande sistema operacional, após primeiramente carregar um programa pequeno que carrega o sistema operacional na memória do micro. A sucessão de eventos se inicia com a energia alimentando a placa-mãe e finaliza em um completo sistema com programas carregados e rodando. Cada evento, dentro do processo de hardware, é iniciado com a finalização do evento anterior, e sua finalização, significa o início do próximo numa cadeia de processos.
A primeira parte da seqüência de inicialização é independente do sistema operacional, o que significa que esses passos são os mesmos para qualquer PC, independente do sistema operacional que ele use: Linux, Windows, etc...
A segunda parte, já é dependente do sistema operacional instalado na máquina, o que significa que esses passos posteriores vão variar de computador para computador.
Seqüência de eventos:
1) O computador é ligado
2) A fonte ATX executa um auto-teste nas tensões de alimentação. Quando todas as voltagens e níveis de corrente estão aceitáveis, a fonte indica que a energia de alimentação aos periféricos está ok e emite o sinal power_good para a placa-mãe. O tempo entre o botão de liga/desliga ser pressionado até a liberação do sinal power-good é normalmente entre 0.1 e 0.5 segundos.
3) O microprocessador começa a executar o código da ROM BIOS, iniciando no endereço de memória FFFF:0000. Como este endereço é localizado nos últimos 16bytes de espaço disponível na ROM, há uma instrução JMP (jump-salto) para o endereço inicial da ROM.
Conhecer a dinâmica do boot em um computador auxilia muito a detectar defeitos no micro, principalmente ao se basear nas mensagens de erro que são produzidas pela BIOS. Claro que neste caso, estamos falando de um micro com defeito, mas com sinal de vídeo.
O termo “boot” serve para designar o método pelo qual o PC se torna operacional. Ao ligar o computador, ou pressionar o reset, o PC carrega um grande sistema operacional, após primeiramente carregar um programa pequeno que carrega o sistema operacional na memória do micro. A sucessão de eventos se inicia com a energia alimentando a placa-mãe e finaliza em um completo sistema com programas carregados e rodando. Cada evento, dentro do processo de hardware, é iniciado com a finalização do evento anterior, e sua finalização, significa o início do próximo numa cadeia de processos.
A primeira parte da seqüência de inicialização é independente do sistema operacional, o que significa que esses passos são os mesmos para qualquer PC, independente do sistema operacional que ele use: Linux, Windows, etc...
A segunda parte, já é dependente do sistema operacional instalado na máquina, o que significa que esses passos posteriores vão variar de computador para computador.
Seqüência de eventos:
1) O computador é ligado
2) A fonte ATX executa um auto-teste nas tensões de alimentação. Quando todas as voltagens e níveis de corrente estão aceitáveis, a fonte indica que a energia de alimentação aos periféricos está ok e emite o sinal power_good para a placa-mãe. O tempo entre o botão de liga/desliga ser pressionado até a liberação do sinal power-good é normalmente entre 0.1 e 0.5 segundos.
3) O microprocessador começa a executar o código da ROM BIOS, iniciando no endereço de memória FFFF:0000. Como este endereço é localizado nos últimos 16bytes de espaço disponível na ROM, há uma instrução JMP (jump-salto) para o endereço inicial da ROM.
4) A ROM BIOS executa testes em todo o hardware para verificar a funcionalidade do sistema de hardware como um conjunto. Qualquer falha encontrada será indicada por beeps, porque o sistema de vídeo ainda não foi inicializado. Se a BIOS for plug and play (PnP), os passos a seguir, serão executados.
5) A BIOS PnP verifica a memória RAM em relação aos endereçamentos das portas de entrada/saída, IRQ´s (interrupt request lines – linhas de requisição de interrupção utilizada pelos programas, posteriormente, para requerer espaço de carga na memória RAM, DMA (direct memory Access – acesso direto á memória), e todos os seus canais, e diversas outras configurações necessárias para inicializar dispositivos plug and play no computador.
6) Todos os dispositivos Plug and Play encontrados pela BIOS são desabilitados, para evitar potenciais conflitos.
7) É criado um mapa de recursos de hardware usados e não usados.
8) Os dispositivos de hardware plug and play são configurados e reabilitados um por vez.
9) A BIOS executa uma verificação no endereço destinado a vídeo ROM´s, em busca de programas de ROM BIOS, que podem estar contidos tanto em uma ROM BIOS de vídeo de uma placa de vídeo onboard, como em uma placa de vídeo plugada em qualquer slot na placa mãe. Encontrando uma vídeo ROM BIOS, a mesma é testada através de um procedimento de checksum (este procedimento verifica a integridade de cada área de endereçamento da memória ROM). Se a video BIOS passar no teste de checksum, a ROM será executada, e vai inicializar a controladora de vídeo, então um cursos aparece na tela. Se o teste de checksum falhar, a seguinte mensagem aparecerá:
“C000 ROM Error”
“C000 ROM Error”
10) Se a BIOS não encontrar nenhum vídeo ROM de placas off-board, então usará os drivers da vídeo ROM da placa mãe, para inicializar o hardware do monitor de vídeo, e o cursor vai aparecer na tela.
11) A ROM BIOS da placa mãe verifica os endereçamentos de memória C800:0000DF80:0000 incrementando 2KB, para buscar outros tipos de ROM BIOS, que possam estar em qualquer outra placa controladora (como por exemplo, placas SCSI, placas recovery cards). Se alguma for encontrada, ela é testada, e o programa existente nela é executado. Estas ROMs provenientes de outras placas podem alterar as rotinas existentes na ROM principal, e estabelecer novas rotinas.
12) Falha no teste de qualquer uma dessas ROMs de placas controladoras ou adaptadoras, vão ocasionar a seguinte mensagem:
“XXXX ROM Error”, onde XXXX indica o endereço do segmento da ROM defeituosa.
“XXXX ROM Error”, onde XXXX indica o endereço do segmento da ROM defeituosa.
13) A ROM BIOS analisa o valor da palavra no endereçamento de memória 00000472 para saber se a inicialização do computador é proveniente de boot a frio (quando você liga o computador no botão liga/desliga) ou boot quente (quando o micro já estava ligado, e por algum motivo você reinicializa o micro). Uma palavra com valor 1234h neste endereçamento é um flag indicador de boot quente, o que faz com que a BIOS pule a parte de teste da memória RAM do POST. Qualquer outro valor neste endereçamento indica boot a frio, então a BIOS executa o procedimento completo do POST.
14) Qualquer erro encontrado durante a execução do POST, será reportado através de uma combinação de beeps audíveis e exibição de mensagens de erro. A finalização dos testes com sucesso será indicada através de um beep único.
15) A ROM BIOS procura por informação de boot no cilindro 0, cabeça 0, setor 1 (o primeiro setor) no dispositivo de boot padrão. Atualmente, as BIOS, por padrão, permitem que o usuário habilite o dispositivo de boot padrão, e outros, além do padrão. Após a busca pelo dispositivo padrão, caso não encontre informação de boot no padrão, a BIOS vai procurar esta informação em outros dispositivos que estejam configurados. O setor de boot é carregado na memória no endereço em 0000:7C00 e é testado.
Se houver disco em um dos drives, mas o setor não puder ser lido, ou caso não haja nenhum disco presente, a BIOS segue, com o procedimento do passo 18.
Se houver disco em um dos drives, mas o setor não puder ser lido, ou caso não haja nenhum disco presente, a BIOS segue, com o procedimento do passo 18.
16) Se o boot estiver ocorrendo através de um disquete, e o primeiro byte da informação de boot do volume for menor que 06h, ou se o primeiro byte for maior ou igual a 06h e as primeiras nove palavras contiverem os mesmos caracteres de dados, uma mensagem de erro aparece e o sistema para:
“602-Diskette Boot Record Record Error”
“602-Diskette Boot Record Record Error”
17) Se a informação de boot do volume (VBR, volume boot Record) não puder encontrar ou carregar os arquivos do sistema, ou se um foi encontrado um problema ao carregá-los, uma das mensagens a seguir, aparecerá:
- Non-system disk or disk error
Replace and strike any key when ready
Replace and strike any key when ready
- Non-system disk or disk error
Replace and press any key when ready
Replace and press any key when ready
- Invalid system disk
Replace the disk, and then press any key
Replace the disk, and then press any key
Retirado daqui
sábado, 11 de maio de 2013
E Este Deus De Quem Tanto Falamos?
Deus é apenas uma palavra como tantas outras que o homem criou.
Agora quero me referir a uma energia que criou o átomo e todas suas partículas, conhecidas e ainda desconhecidas. Partículas estas, que seguem regras rígidas da física há milhões de anos. Partículas estas, que formam tudo o que é visível e (ainda) invisível. O Universo é de uma precisão matemática incrível; tudo funciona como um mecanismo com extraordinárias proporções que nós, em nossa infinita ignorância, jamais poderemos explicar; mesmo que a civilização, como conhecemos hoje, perdure ainda outros milhões de anos.
Não creio ser possível que tudo isso, tenha surgido do nada sem que alguma energia (entendam energia como quiserem) de sabedoria infinita tenha interferido para que tal acontecesse.
Nada foi por acaso. Cada detalhe do Universo que conhecemos tem um motivo para assim o ser; desde os elétrons que circulam em um simples circuito elétrico até as explosões solares. Não encontraremos sequer uma falha neste sistema. E lembrem: tudo o que ali está, ali está há milhões de anos sempre seguindo as mesmas regras da física desde o início até os dias atuais.
Não sei bem definir se sou católico ou apenas alguém a procura da verdade. Talvez, eu seja católico, mas não um católico acomodado que aceita apenas o que está nas escrituras; eu quero saber mais desta maravilha onde vivemos e que se chama Universo.
Deus? Apenas uma palavra que não explica a imensidão que isto tudo representa.
Deus, pode ser esta energia. Esta energia que criou tudo o que podemos perceber e que ainda não.
Uma coisa não consigo aceitar: é que existam pessoas que acreditem que estamos aqui, compartilhando este Universo infinito, sem razão alguma. Nada, absolutamente nada, ocorre por acaso. Há um motivo, que ainda não entendemos, para estarmos aqui.
Acredito piamente que a física pode explicar Deus (Energia), mesmo que os mais conservadores digam que Deus não se explica. Se tudo o que nos rodeia foi criado por Ele então, Sua criação poderá explicá-lo.
sábado, 4 de maio de 2013
Orgulho de ser Brasileiro???
Peço desculpas aos patriotas de plantão, que assim o são porque estão sentados em suas espreguiçadeiras a beira da piscina e bebendo seu whisky importado. Dito isso, quero expor o que penso deste país, da horda que povoa Brasília e dos eleitores que elegeram, elegem e continuarão elegendo políticos canalhas, corruptos em troca de uma esmola chamada Bolsa Família que eu e você ajudamos a pagar; desejo que este país e toda essa turma a quem me refiro EXPLODAM.
Patriota? Para ser patriota, primeiro temos que ter um país. O Brasil não é um país. O Brasil é um amontoado de idiotas (faço parte deste amontoado) que age como o gado que está sendo encaminhado para o abatedouro; sabe que está sendo levado a morte e nada faz para mudar este destino.
Somos governados por pilantras. E não me venham dizer que de toda a colheita sempre se tira algum grão bom. Desta colheita não sairá nenhum grão bom. Toda a safra está perdida.
Este país já começou errado desde sua independência. Uma independência que não teve a participação do povo. Uma independência que teve início através do ato de mais um pilantra chamado Dom Pedro I. É por isso que a comemoração de 7 de setembro não tem valor algum. A única importância desta data é o feriado ou feriadão.
Orgulho de ser brasileiro? Não tenho mais isso. Para se ter orgulho temos que ver no objeto que nos causa este sentimento algo que realmente acenda a chama desta paixão; e hoje não vemos nenhuma centelha que torne isto possível.
A ditadura foi uma época horrível, sim. Mas, lembro que neste tempo éramos chamado a ter orgulho desta terra ("Brasil, ame-o ou deixe-o" - lembram disso?). Antes das aulas cantávamos o Hino Nacional. Éramos incentivados a ter orgulho deste pedaço de chão.
Hoje, o que queremos é poder tirar a nossa parte deste quinhão. Hoje, o bom é ser funcionário público, vereador, deputado, senador, governador......enfim, qualquer função pública, pois é aí que está o dinheiro grosso.
A ex futura galinha dos ovos de ouro está morrendo. No final nada sobrará para repartir. Ou agimos agora ou amanhã será tarde.
Mostrem-me um, apenas um, político que esteja realmente engajado em elevar este país ao patamar de primeiro mundo. Você não conseguirá esta façanha.
Deixo abaixo mais um exemplo de um falso brasileiro, que ali está porque um amontoado de idiotas o colocou ali:
Renan Calheiros e seus mordomos, falsos brasileiros.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Carl Sagan - Quem Fala em Nome da Terra ?
Olhem de novo para esse ponto. Isso é a nossa casa, isso somos nós. Nele, todos a quem ama, todos a quem conhece, qualquer um dos que escutamos falar, cada ser humano que existiu, viveu a sua vida aqui. O agregado da nossa alegria e nosso sofrimento, milhares de religiões autênticas, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e colheitador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor de civilização, cada rei e camponês, cada casal de namorados, cada mãe e pai, criança cheia de esperança, inventor e explorador, cada mestre de ética, cada político corrupto, cada superestrela, cada líder supremo, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu aí, num grão de pó suspenso num raio de sol.
A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pensai nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, vieram eles ser amos momentâneos duma fração desse ponto. Pensai nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores dum canto deste pixel aos quase indistinguíveis moradores dalgum outro canto, quão frequentes as suas incompreensões, quão ávidos de se matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios.
As nossas exageradas atitudes, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são reptadas por este pontinho de luz frouxa. O nosso planeta é um grão solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de algures para nos salvar de nós próprios.
A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que alberga a vida. Não há mais algum, pelo menos no próximo futuro, onde a nossa espécie puder emigrar. Visitar, pôde. Assentar-se, ainda não. Gostarmos ou não, por enquanto, a Terra é onde temos de ficar.
Tem-se falado da astronomia como uma experiência criadora de firmeza e humildade. Não há, talvez, melhor demonstração das tolas e vãs soberbas humanas do que esta distante imagem do nosso miúdo mundo. Para mim, acentua a nossa responsabilidade para nos portar mais amavelmente uns para com os outros, e para protegermos e acarinharmos o ponto azul pálido, o único lar que tenhamos conhecido.
A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pensai nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, vieram eles ser amos momentâneos duma fração desse ponto. Pensai nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores dum canto deste pixel aos quase indistinguíveis moradores dalgum outro canto, quão frequentes as suas incompreensões, quão ávidos de se matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios.
As nossas exageradas atitudes, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são reptadas por este pontinho de luz frouxa. O nosso planeta é um grão solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de algures para nos salvar de nós próprios.
A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que alberga a vida. Não há mais algum, pelo menos no próximo futuro, onde a nossa espécie puder emigrar. Visitar, pôde. Assentar-se, ainda não. Gostarmos ou não, por enquanto, a Terra é onde temos de ficar.
Tem-se falado da astronomia como uma experiência criadora de firmeza e humildade. Não há, talvez, melhor demonstração das tolas e vãs soberbas humanas do que esta distante imagem do nosso miúdo mundo. Para mim, acentua a nossa responsabilidade para nos portar mais amavelmente uns para com os outros, e para protegermos e acarinharmos o ponto azul pálido, o único lar que tenhamos conhecido.
Por Carl Sagan
Olhem de novo para esse ponto. Isso é a nossa casa, isso somos nós. Nele, todos a quem ama, todos a quem conhece, qualquer um dos que escutamos falar, cada ser humano que existiu, viveu a sua vida aqui. O agregado da nossa alegria e nosso sofrimento, milhares de religiões autênticas, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e colheitador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor de civilização, cada rei e camponês, cada casal de namorados, cada mãe e pai, criança cheia de esperança, inventor e explorador, cada mestre de ética, cada político corrupto, cada superestrela, cada líder supremo, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu aí, num grão de pó suspenso num raio de sol.
A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pensai nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, vieram eles ser amos momentâneos duma fração desse ponto. Pensai nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores dum canto deste pixel aos quase indistinguíveis moradores dalgum outro canto, quão frequentes as suas incompreensões, quão ávidos de se matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios.
As nossas exageradas atitudes, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são reptadas por este pontinho de luz frouxa. O nosso planeta é um grão solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de algures para nos salvar de nós próprios.
A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que alberga a vida. Não há mais algum, pelo menos no próximo futuro, onde a nossa espécie puder emigrar. Visitar, pôde. Assentar-se, ainda não. Gostarmos ou não, por enquanto, a Terra é onde temos de ficar.
Tem-se falado da astronomia como uma experiência criadora de firmeza e humildade. Não há, talvez, melhor demonstração das tolas e vãs soberbas humanas do que esta distante imagem do nosso miúdo mundo. Para mim, acentua a nossa responsabilidade para nos portar mais amavelmente uns para com os outros, e para protegermos e acarinharmos o ponto azul pálido, o único lar que tenhamos conhecido.

Este é o ponto a que ele se refere.
A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pensai nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, vieram eles ser amos momentâneos duma fração desse ponto. Pensai nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores dum canto deste pixel aos quase indistinguíveis moradores dalgum outro canto, quão frequentes as suas incompreensões, quão ávidos de se matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios.
As nossas exageradas atitudes, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são reptadas por este pontinho de luz frouxa. O nosso planeta é um grão solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de algures para nos salvar de nós próprios.
A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que alberga a vida. Não há mais algum, pelo menos no próximo futuro, onde a nossa espécie puder emigrar. Visitar, pôde. Assentar-se, ainda não. Gostarmos ou não, por enquanto, a Terra é onde temos de ficar.
Tem-se falado da astronomia como uma experiência criadora de firmeza e humildade. Não há, talvez, melhor demonstração das tolas e vãs soberbas humanas do que esta distante imagem do nosso miúdo mundo. Para mim, acentua a nossa responsabilidade para nos portar mais amavelmente uns para com os outros, e para protegermos e acarinharmos o ponto azul pálido, o único lar que tenhamos conhecido.

Este é o ponto a que ele se refere.
Historinha para os Netinhos
História para contar para meus netos: Havia, há muito tempo atrás, um lugar onde quase não chovia, mas os governantes daquele lugar resolveram comprar capas de chuva para a polícia. E o pior é que estas capas de chuva custavam cinco vezes mais que o preço de mercado.
Ah.....mas vejam só, meus netinhos; veio um tal de comandante explicando que não era uma simples capa de chuva: esta capa é a prova de fogo (ele não disse, mas acho que também é a prova de balas).
Pois é, meus netinhos; isso aconteceu muito tempo atrás em uma terra chamada Brasilândia, a terra da fantasia. Lá existiam fadas, duendes, mágicos e ilusionistas. O número principal do show era chamado "O dinheiro que desaparece".
Mas, isso foi muito tempo atrás. Hoje, este lugar é uma cidade fantasma habitada por antigos funcionários públicos fantasmas. O pior é que aquelas fadas e duendes acabaram também com o país que a sustentava e hoje, este país também é uma terra habitada por pessoas que andam a esmo tentando encontrar a razão da própria existência.
Ah.....mas vejam só, meus netinhos; veio um tal de comandante explicando que não era uma simples capa de chuva: esta capa é a prova de fogo (ele não disse, mas acho que também é a prova de balas).
Pois é, meus netinhos; isso aconteceu muito tempo atrás em uma terra chamada Brasilândia, a terra da fantasia. Lá existiam fadas, duendes, mágicos e ilusionistas. O número principal do show era chamado "O dinheiro que desaparece".
Mas, isso foi muito tempo atrás. Hoje, este lugar é uma cidade fantasma habitada por antigos funcionários públicos fantasmas. O pior é que aquelas fadas e duendes acabaram também com o país que a sustentava e hoje, este país também é uma terra habitada por pessoas que andam a esmo tentando encontrar a razão da própria existência.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Saindo da Clausura
Estive isolado de notícias e outros acontecimentos por 25 dias.
Havia cansado de lutar contra os moinhos de vento, pois sei que eles são intransponíveis.
Havia cansado de perder minha paciência, discutindo com amigos e familiares, por motivos de política e outras coisas, pois meus amigos e familiares são meu bem mais precioso.
Havia cansado de participar de campanhas e coleta de assinaturas via internet para tirar determinados políticos de seus cargos, pois sei que eles se protegem com seu colegas.
Havia cansado de brigar com o sistema, pois sei que ele se auto alimenta com as misérias do mundo.
Havia cansado de discutir religião, pois sei que esta também se alimenta da miséria do povo.
Porém, hoje, meu grande amigo Eduardo me convenceu do contrário. Não é se isolando do mundo, não é enfiando a cabeça em um buraco - como o avestruz - que os problemas do mundo sumirão.
Temos que participar ativamente. Nossa estada nesta dimensão é curta, mas temos que manter as coisas o melhor possível, pois temos nossos filhos, os filhos de nossos filhos e os filhos dos filhos de nossos filhos (gostei disso, hehehehe) que virão após nossa partida. E, se não fizermos nossa parte, tenhamos em mente que deixaremos um mundo onde nossos filhos sofrerão as consequências de nossas omissões.
Estou de volta a ativa, mais do que nunca.
Obrigado, Eduardo, por me fazer entender que alienar-se e omitir-se é um crime sem perdão. Deus, as forças do Universo, esperam que sejamos mais do que um espermatozoide crescido.
Vamos a luta.
Havia cansado de lutar contra os moinhos de vento, pois sei que eles são intransponíveis.
Havia cansado de perder minha paciência, discutindo com amigos e familiares, por motivos de política e outras coisas, pois meus amigos e familiares são meu bem mais precioso.
Havia cansado de participar de campanhas e coleta de assinaturas via internet para tirar determinados políticos de seus cargos, pois sei que eles se protegem com seu colegas.
Havia cansado de brigar com o sistema, pois sei que ele se auto alimenta com as misérias do mundo.
Havia cansado de discutir religião, pois sei que esta também se alimenta da miséria do povo.
Porém, hoje, meu grande amigo Eduardo me convenceu do contrário. Não é se isolando do mundo, não é enfiando a cabeça em um buraco - como o avestruz - que os problemas do mundo sumirão.
Temos que participar ativamente. Nossa estada nesta dimensão é curta, mas temos que manter as coisas o melhor possível, pois temos nossos filhos, os filhos de nossos filhos e os filhos dos filhos de nossos filhos (gostei disso, hehehehe) que virão após nossa partida. E, se não fizermos nossa parte, tenhamos em mente que deixaremos um mundo onde nossos filhos sofrerão as consequências de nossas omissões.
Estou de volta a ativa, mais do que nunca.
Obrigado, Eduardo, por me fazer entender que alienar-se e omitir-se é um crime sem perdão. Deus, as forças do Universo, esperam que sejamos mais do que um espermatozoide crescido.
Vamos a luta.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Entenda o Termo "Quinto dos Infernos"
Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de “O Quinto”.
Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O ”Quinto” era tão odiado pelos brasileiros, que foi apelidado de “O Quinto dos Infernos”. A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os “quintos atrasados” de uma única vez, no episódio conhecido como “Derrama”.
Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de “Inconfidência Mineira”, que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário -IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2009 a 38% ou praticamente 2/5(dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente “dois quintos dos infernos” de impostos…
Para que? Para sustentar a corrupção, o PAC; o mensalão; o Senado com sua legião de “diretores”; a festa das passagens; o bacanal (literalmente) com o dinheiro público; as comissões e jetons; a farra familiar no executivo; os atos secretos; os filhos, filhas e netos dos senadores; os mordomos; os castelos e os congressistas que se lixam para a opinião pública . Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do ”quinto dos infernos” para sustentar esta corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa.
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!
Retirado do Blog
PS: Hoje, não temos Tiradentes para nos salvar. Aliás, não temos ninguém no cenário político capaz de mudar esta situação, pois justamente eles é que mamam nesta teta.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
O Poder Que Temos e é Ignorado
Se fizéssemos a mínima ideia do poder que temos nas mãos.
Nossas ideias, hoje, se disseminam em progressão geométrica.
Se você divulgar o que pensa para seus amigos no Face veja o que acontece:
200 amigos, que tenham 200 amigos cada e que, por sua vez também tenham 200 amigos cada resulta em uma comunidade de 8.000.000 (oito milhões) - isto se pararmos a conta na segunda geração.
Você tem ideia do poder que tem????
Temos ou não o poder de mudar o mundo???
Temos ou não o poder de pararmos o país por um dia e mostrarmos quem realmente manda????
Pense nisso.
Mas não pense muito, pois este poder também está do lado deles. E eles sabem muito bem como usar.
Assinar:
Postagens (Atom)