segunda-feira, 22 de março de 2010

A Maior Fraude da História A verdade sobre os Bancos Centrais O poder dos moneychangers e a crise econômica mundial de 2008

por Nehemias Gueiros, Jr.

“Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as leis”. – Mayer Amschel [Bauer] Rothschild
“Todo aquele que controla o volume de dinheiro de qualquer país é o senhor absoluto de toda a indústria e o comércio e quando percebemos que a totalidade do sistema é facilmente controlada, de uma forma ou de outra, por um punhado de gente poderosa no topo, não precisaremos que nos expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão”. – declaração do pres. americano James Garfield, 1881
Poucas semanas após proferir estas palavras (da segunda citação), dirigidas aos moneychangers, o presidente Garfield foi assassinado. E não foi o único presidente norte-americano morto por eles, como veremos adiante. Para podermos entender melhor quem são os moneychangers (ou argentários), é necessário retornar no tempo até cerca de 200 A.C., quando pela primeira vez tem-se registro da “usura”. Entre as várias definições do Aurélio para usura encontramos juro exorbitante, exagerado, lucro exagerado, mesquinharia. Dois imperadores romanos foram assassinados por terem pretendido implantar leis de reforma limitando a propriedade privada de terras ao máximo de 500 acres e liberando a cunhagem de moedas, que era feita pelos especuladores. Em 48 A.C., Júlio César recuperou o poder de emitir moeda, tornando-o disponível para qualquer um que possuísse ouro ou prata. Também acabou assassinado. Em seguida, as pessoas comuns perderam suas casas e seus bens, da mesma forma como temos assistido acontecer na crise americana das hipotecas.
Na época de Jesus, há dois mil anos, o Sanhedrin (a Suprema Corte da antiga Israel) controlava o povo através da cobrança de taxas representadas pelo pagamento de meio shekel. Vários historiadores estimam que os cofres dessa corte continham vários milhões de dólares em dinheiro de hoje. O povo judeu, totalmente oprimido e controlado pelo Sanhedrin, vivia escravizado pelos dogmas da religião imposta por esses líderes. Como todos sabemos, Jesus foi o primeiro a ousar desafiar esse poder e expor a conduta sacríleja de Israel e também acabou morto na cruz.
Nos séculos seguintes, os moneychangers continuaram a expandir a arte da usura em todos os segmentos da vida, criando expansões e contrações financeiras, de geração em geração enfrentando monarcas e líderes políticos que queriam erradicá-la. Sempre em vão. A cada bem-sucedida (e rara) tentativa de eliminá-la, a usura voltava com mais força ainda, respaldada pela ganância e o poder dos fortes e ricos contra os fracos e pobres. Na Idade Média, o Vaticano proibiu a cobrança de juros sobre os empréstimos, com base nos ensinamentos e na doutrina eclesiástica de Aristóteles e São Tomás de Aquino. Afirmou que “o propósito do dinheiro é servir à sociedade e facilitar a troca de bens necessária à condução da vida”. De nada adiantou, eis que a própria Igreja conspirava com o Estado para acumular dinheiro e poder através dos séculos e controlar os oprimidos com os “castigos” e as “bênçãos” do Todo Poderoso. Os argentários usavam os juros para praticar a usura, que hoje é consagrada por lei através da prática bancária. Já naquela época, vários religiosos e teólogos condenavam a escravização econômica resultante da usura mas como podemos observar a situação mudou muito pouco nos últimos 500 anos.
Na medida em que a usura foi se instalando em todas as camadas sociais, os moneychangers foram ficando cada vez mais ousados em suas manipulações financeiras e foi assim que surgiu o famigerado conceito do fractional reserve lending, ou “empréstimo baseado em reserva fracional” ou “empréstimo sem cobertura ou lastro”. Embora de enunciado complexo, a prática é muito simples. Significa emprestar mais dinheiro do que se tem em caixa e transformou-se na maior fraude de todos os tempos, principal responsável pela vasta pobreza que assola o mundo até hoje e pela redução sistemática do valor do dinheiro. A descrição dos economistas sobre os chamados “ciclos econômicos”, nada mais é do que a identificação dos períodos de expansão e retração determinados pelos bancos em todo o mundo, através do fractional reserve lending. Eles simplesmente adotaram as regras do passado e continuaram a praticá-las até hoje.
A prática do “empréstimo sem lastro” continuou se expandindo antes mesmo do surgimento dos bancos, alimentada pelos ourives e mercadores de ouro e prata, que guardavam os metais nobres da população em custódia para não serem roubados. Logo esses negociantes – na realidade meros agiotas – perceberam que a maioria das pessoas morria e não voltava para buscar seus bens, legando-os à herança familiar. Foi quando começaram a emprestar dinheiro a juros, geralmente em quantias muito superiores ao ouro e prata que possuíam guardados em custódia. O recibo da custódia foi provavelmente o primeiro embrião do dinheiro de papel que temos hoje, pois com ele, a pessoa podia adquirir mercadorias e bens no grande mercado. Com a contínua expansão desse negócio ilícito e usurário, logo os moneychangers puderam abrir lojas específicas para empréstimos, advindo daí a origem dos bancos modernos.
O primeiro banco central de um país a praticar o fractional reserve lending, ou FRL foi o Bank of England (Banco da Inglaterra), constituído em 1694 e de natureza privada. Era controlado por acionistas fraudulentos e mal-intencionados que utilizaram o mote “people’s bank” (banco do povo), para praticar toda sorte de fraudes visando unicamente o lucro. As dívidas com o Banco da Inglaterra de centenas de gerações posteriores, representadas ou pela própria monarquia inglesa ou pelo governo, foram asseguradas através da criação de taxas impostas à população, que viriam a se transformar no Imposto de Renda como hoje o conhecemos. O modelo do Banco da Inglaterra rapidamente se transformou no modelo para os bancos centrais de todos os países no mundo atual. Os agiotas descobriram que é muito mais lucrativo emprestar para monarcas e governos do que para cidadãos comuns. Através da dívida, tornavam-se literalmente credores e soberanos de nações inteiras.
Em suma: os argentários colocavam um banco privado a cargo de todas as finanças e operações econômicas de um país, o que equivale a entregar a nação a uma organização mafiosa que controla a economia com a finalidade de lucro e assim mantém a população totalmente refém de suas políticas financeiras.
No início do século XVIII, cerca de 50 anos depois que o Banco da Inglaterra já estava operando, um alemão chamado Amshel Moses Bauer , ourives e agiota que vivia em Frankfurt, na Alemanha, começou um negócio a que denominou de Rothschild, pois a insígnia na porta da loja era uma águia romana sobre um escudo vermelho. Rothschild significa “escudo vermelho” em alemão. O negócio prosperou e em 1743 ele mudou seu próprio nome para Amshel Moses Rothschild. Ele tinha cinco filhos e, ao atingirem a maioridade, ele enviou cada um a uma capital comercial da Europa para emprestar dinheiro a juros, principalmente às monarquias e reinos. O mais velho, Amshel, ficou em Frankfurt; Solomon foi para Viena; Nathan para Londres, Jacob para Paris e Carl para Nápoles. Assim foram plantadas as sementes que permitiram à mais poderosa e rica família da história do mundo reinar nos séculos seguintes da evolução da humanidade, com o único propósito de lucro e poder, seja qual fosse o custo. Gerações seguidas dos Rothschild e seus correligionários exercem – e continuam exercendo – poder sobre a sociedade mundial, utilizando-se da antiga prática da usura e do fractional reserve lending.
Já donos de uma fortuna incalculável obtida com os empréstimos a todos os países europeus os Rothschild se envolveram vigorosamente nos financiamentos ao governo inglês para as colônias da América, acabando por indiretamente causar a independência americana quando restringiram o crédito e aumentaram salgadamente as taxas cobradas aos pilgrims. Mesmo após a independência, logo implantaram o modelo de banco central no Novo Continente, para expandir ainda mais os seus lucros. Durante a primeira metade do século XIX nos Estados Unidos, pelo menos três vezes os opositores do sistema agiotário lograram êxito em fechar o banco, entre eles os presidentes James Madison e Andrew Jackson, mas ele sempre ressurgia. Foi durante a Guerra Civil americana que os conspiradores lançaram o seu mais bem-sucedido esforço nesse sentido. Judah Benjamin, principal assessor de Jefferson Davis (na época presidente dos Estados Confederados da América), era um agente dos Rothschild. A família plantou assessores no gabinete do presidente Abraham Lincoln e tentou vender-lhe a idéia de negociar com a Casa de Rothschild. Lincoln desconfiou de suas intenções e rejeitou a oferta, tornando-se inimigo figadal da família e acabou assassinado a tiros num teatro. Investigações sobre o crime revelaram que o assassino era membro de uma sociedade secreta cujo nome jamais foi revelado pois vários altos funcionários do governo americano eram membros. O fim da guerra civil abortou temporariamente as chances dos Rothschild de por as mãos no sistema monetário dos Estados Unidos, como já faziam com a Inglaterra e todos os países da Europa. Mas apenas temporariamente.
Anos depois, um jovem imigrante, Jacob H. Schiff, chegou a Nova Iorque. Nascido em uma das casas dos Rothschild em Frankfurt, ele chegou à América com um objetivo definido: comprar ações de um grande banco para gradualmente adquirir o controle sobre o sistema financeiro americano. Schiff comprou quotas de participação numa empresa chamada Kuhn & Loeb, uma famosa casa privada de financiamentos. Entretanto, para cumprir sua missão, ele precisaria obter a cooperação de “peixes grandes” do segmento bancário norte-americano. Tarefa difícil para o humilde jovem alemão oriundo dos subúrbios de Frankfurt. Mas Schiff tinha trunfos: ele era enviado dos Rothschild e ofereceu ações européias de alto valor para distribuição no mercado americano. Foi no período pós-guerra civil que a indústria americana efetivamente começou a florescer para se transformar no colosso da atualidade. Com a decretação da paz e a expansão para o Oeste, havia estradas-de-ferro para construir, ligando as duas costas continentais do país, além da nascente prospecção petrolífera, das siderúrgicas e das empresas têxteis, para citar apenas algumas. Tudo requeria financiamento e não havia dinheiro suficiente no jovem país do Norte. A Casa de Rothschild ponteava no cenário europeu e tinha recursos abundantes, resultado da vigorosa especulação financeira empreendida em todos os centros comerciais da Europa nos 150 anos anteriores, emprestando dinheiro a monarcas, governos e parlamentares.
O jovem Schiff rapidamente se tornou padrinho de homens como John D. Rockefeller, Andrew Carnegie e Edward Harriman. Com o dinheiro dos Rothschild, ele financiou a Standard Oil Company (hoje a poderosa ESSO, acrônimo das duas letras que formavam a abreviação da empresa em inglês: S.O. – leia-se ESS-O), as ferrovias Union Pacific Railroad e Southern Pacific Railroad e o império do aço de Carnegie, com sua Carnegie Steel Company, que consagrou a cidade de Pittsburgh, no estado americano da Pennsylvania como a capital mundial do aço. Foi apenas uma questão de tempo para Jacob Schiff deter o controle da comunidade bancária de Wall Street, em Nova Iorque, que já incluía os Lehman Brothers , Goldman-Sachs e outros grupos internacionais até hoje atuantes no mercado financeiro, todos eles desde aquela época controlados pelos Rothschild. É possível resumir a situação de forma bem simples: Schiff era o “chefe” do mercado financeiro de Nova Iorque e controlava o dinheiro dos Estados Unidos. Assim foi preparado o bote sobre o sistema financeiro americano. Com seus cinco filhos firmemente encastelados em todos os centros financeiros da Europa, a família Rothschild logo ascendeu à posição de mais rica família do planeta. Esta situação persiste até hoje, embora eles professem uma postura de discrição, avessa à mídia e à divulgação. Nenhuma família ou grupo empresarial possui tanto poder e controle financeiro em todos os países do mundo como os Rothschild. E isto há 250 anos.
Sua fabulosa fortuna foi conseguida através da prática do fractional reserve lending (“empréstimo sem lastro”), que consistia em multiplicar o dinheiro a partir das vastas somas de dinheiro depositadas pelas pessoas em suas casas de custódia (brokerage and escrow houses) espalhadas pela Europa através do empréstimo de dinheiro de papel a monarcas e governos. Uma de suas práticas mais determinadas era a de financiar os dois lados de uma guerra, garantindo assim, no mínimo, a duplicação de seus lucros com os juros cobrados, vencesse quem vencesse .
Os moneychangers não se aliavam a determinado partido ou tendência política; para eles só existia a finalidade do lucro. Em algum tempo, a família Rothschild tomou conta de todos os bancos centrais do mundo – voltados unicamente para o lucro e não para a administração da economia dos seus respectivos países – e com a inteligente operação de sua inesgotável fortuna tornaram-se agentes determinantes na criação dos Estados Unidos da América, que viria a se tornar o pais mais rico e poderoso do mundo. Não se trata de mera coincidência, pois foi a opressão inglesa sobre o Novo Mundo com a cobrança de taxas pelo Banco da Inglaterra que acabou por desencadear a revolução que criou os EUA.
Benjamim Franklin, inventor, cientista, político e diplomata do século XVIII, artífice da aliança com a França que auxiliou a independência americana, afirmou o seguinte ao Banco da Inglaterra, que tencionava financiar a nova república americana através da estratégia da usura (fractional reserve lending): “É muito simples. Aqui nas colônias nós emitimos nossa própria moeda, que se chama Colonial Script . Emitimo-la na exata proporção das necessidades do comércio e da indústria, para tornar os produtos mais móveis entre os produtores e os consumidores. Desta forma, criando nosso próprio dinheiro de papel, controlamos o seu poder de compra e não precisamos pagar juros a ninguém”.
O controle do sistema monetário dos EUA está totalmente investido no Congresso Americano, eis por que Jacob Schiff seduziu os parlamentares a bypassar a Carta Magna estadunidense e passar esse controle aos moneychangers. Para que essa transição fosse integralmente bem-sucedida e a população do país não pudesse fazer nada a respeito, seria necessário que o congresso americano promulgasse uma peça de lei específica. Como conseguir isso? Através de um presidente sem moral e sem escrúpulos, que assinasse o projeto de lei.
Nos quase 200 anos que se passaram entre a independência americana e a criação do Federal Reserve Bank (Banco Central dos Estados Unidos), popularmente conhecido como “Fed”, várias vezes a família Rothschild tentou controlar a emissão de moeda nos EUA. Em cada tentativa, eles procuraram estabelecer um banco central privado, operando apenas com a finalidade de lucro e não para administrar ou proteger a economia americana. Cada uma dessas tentativas até 1913 foi oposicionada por políticos decentes e honestos, a maioria dos quais acabou assassinada por encomenda dos moneychangers.
O Fed começou a operar com cerca de 300 pessoas e outros bancos que adquiriram quotas de US$ 100.00 (a empresa é fechada, não negocia ações em bolsa) e se tornaram proprietários do Federal Reserve System. Criaram uma mastodôntica estrutura financeira internacional com ativos incalculáveis, na casa dos trilhões de dólares. O sistema FED arrecada bilhões de dólares em juros anualmente e distribui os lucros aos seus acionistas. Some-se a isso o fato de que o congresso americano concedeu ao FED o direito de emitir moeda através do Tesouro Americano (Dept. of the Treasury) sem cobrança de juros. O FED imprime dinheiro sem lastro, sem qualquer cobertura, e empresta-o a todas as pessoas através da rede de bancos afiliados, cobrando juros por isso. A instituição também compra dívidas governamentais com dinheiro impresso sem lastro e cobra juros ao governo americano que acabam incidindo sobre as contas do cidadão comum pagador de impostos.
O Federal Reserve Bank (Banco Central Americano) é, na realidade, a ponta-líder de um conglomerado de bancos internacionais e pessoas físicas unicamente dedicados a perseguir o lucro, todos a seguir identificados, o que constituiu a revelação de um dos maiores segredos dos últimos 100 anos...
1 Pai de Mayer Amschel [Bauer] Rothschild, autor da afirmação que abre o texto (acima).
2 Pela primeira vez em sua história, a empresa Lehman Brothers viu-se enredada em problemas especulativos e pediu concordata no início de setembro/2008 para evitar a falência.
3 A respeito, veja a história do conflito de Waterloo no Google, utilizando as palavras chave “Waterloo” + “Nathan Rothschild”. É importante realizar a pesquisa com as aspas e o sinal de mais para atingir o resultado esperado.
4 Veja no Google, sempre entre aspas para “focar” a pesquisa.

Texto na íntegra clique aqui

sexta-feira, 19 de março de 2010


Zeitgeist Addendum, Projeto Vênus, Anomia e Utopia: Uma Crítica e um Caminho

Retirado do site de Rafael Reinehr

Na primeira parte de Zeitgeist, o filme-documentário mostra em suas três partes como foi criado o mito do cristianismo, como o 11 de setembro pode ter sido um “trabalho interno” e como grupos que detém o poder econômico e político agem de forma oculta levando à criação do terror como forma de coesão e controle social.
Nesta segunda parte, chamada Addendum, o documentarista Peter Joseph trata de demonstrar como o sistema financeiro foi magistralmente arquitetado para manter o poder (e o dinheiro) nas mãos das mesmas pessoas de sempre, e que o atual sistema fracionário produz um “dinheiro de fumaça”, que na verdade não existe e, em situações como as que vivemos no momento (Crise Econômica Mundial de 2008) não há como fazê-lo aparecer, levando à quebra geral de instituições financeiras e bolsas de valores.
“Ninguém é mais irreversivelmente escravizado do que aqueles que falsamente acreditam ser livres.” Johan Wolfgang von Goethe
“Existem duas formas de conquistar e escravizar uma nação. Uma é pela espada. A outra pela dívida.” John Adams
O mundo globalizado é caracterizado por uma Corporatocracia, governado de fato por instituições como:
- Banco Mundial
- CIA
- FMI
- JP Morgan Chase
- Reserva Federal dos EUA
- OMC
- Exxon
- Halliburton
PapoulaEm 2007, os EUA destinaram 161,8 bilhões de dólares para a "Guerra contra o terrorismo", que matou uma média de 68 pessoas por ano (dados de 2004), enquanto destinou 2,9 bilhões à prevenção de doença arterial coronariana, causadora de 450 mil mortes por ano.
Os verdadeiros terroristas não gritam Allah Akhbar (ou algo semelhante, por favor me corrijam) antes de cometerem um crime, mas usam ternos de 5 mil dólares e trabalham nas posições mais altas das instituições financeiras e governamentais.
Por cerca de 1980, o Afeganistão produzia 0% da produção mundial de heroína. Em 1986, após o apoio americano contra a Rússia, passou a produzir 40%. Em 1999, este número subiu para 80%. Em 2000, o Taliban subiu ao poder e destruiu quase todos os campos de papoulas, reduzindo a produção de mais de 3000 toneladas para cerca de 185 toneladas, uma redução de 94%. Logo após, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão. Hoje a produção de ópio no Afeganistão controlado pelos Estados Unidos provê mais de 90% da heroína mundial, quebrando recordes quase todos os anos.
“Ganância e Competição não são resultado de um temperamento humano imutável. Ganância e medo de escassez estão de fato sendo criadas e amplificadas. A conseqüência direta é que precisamos lutar uns com os outros para sobreviver.”Bernard Lietater, fundador do Sistema Monetário da União Européia
“Nós podemos ou ter democracia neste país ou então grandes quantias concentradas nas mãos de poucos, mas não podemos ter ambos.” Louis Brandnis, Juiz da Suprema Corte
“Meu país é o mundo, e minha religião é fazer o bem.” Thomas Paine.
A única forma de acabar com o sistema corrupto que existe é parar de suportá-lo, enquanto denunciamos suas mazelas.
Um sistema baseado em competição paralisa qualquer possibilidade de um sistema global integrado e sustentável.
Temos que alterar nosso comportamento para forçar as estruturas dominantes a ouvirem o clamor popular. A única forma a fazer isso é parar de colaborar. O sistema deve falhar. As pessoas precisam parar de confiar nos governantes.
Algumas propostas, já sendo postas em prática por indivíduos, organizações não-governamentais e grupos libertários e anarquistas pelo mundo inteiro:
1. Boicote às grandes instituições bancárias
2. Boicote às grandes redes de televisão e comunicação, que passam informações filtradas para manter o status quo – favoreça sites e redes de informação independente.
3. Não permita que sua família ou alguém entre no exército
4. Pare de suportar as empresas de energia, use carros e casas sustentáveis
5. Rejeite o sistema político, transpassando-o com medidas que não exijam o estado
6. Criar massa crítica
Declarar todos os bens nacionais em todos os países como herança natural de todos os homens (Lembrei-me de Proudhon em seu “A Propriedade é um Roubo”)
“A verdadeira revolução é a revolução da consciência, e só pode ser feita por cada um de nós. Precisamos aprender a combater o ruído materialista divisionário que temos sido levados a acreditar que é a verdade.
Não podemos conseguir uma radical transformação da consciência, não aceitar as coisas como são, mas ir até elas, investigá-las, dar nosso coração, nossa mente.
Mas isso depende só de nós mesmos, pois não existe pupilo, líder, mestre ou guru. Você mesmo é o mestre, o pupilo, o líder, o guru. Você é tudo. Entender é transformar o que é.” Krishnamurti
Os trechos acima, pontuados por um ou outro comentário meu são a parte positiva deste Zeitgeist Addendum. Entretanto, saí algo decepcionado com o filme por dois motivos básicos:
O primeiro, banal, diz respeito a uma grande propaganda (merchandising) de uma empresa de telecomunicações ao final do filme, no trecho em que as pessoas “alienadas” parecem subitamente “despertar” e começam a tomar consciência do mundo que vivem e para onde estão sendo levados. A exposição da logomarca da empresa foi totalmente desnecessária e poderia facilmente ter sido evitada. Na verdade, ela foi exibida por tempo suficiente para deixar claro que não está ali casualmente.
O segundo, e do meu ponto de vista, não muito bem explicado aspecto do filme diz respeito à propaganda de um grupo chamado The Venus Project, um postulado “novo sistema social” sugerido por Jacque Fresco. Jacque Fresco faz várias aparições neste segundo filme, bem como sua associada Rosane Meadows. O estranho (muito estranho) disso tudo é que, na página do The Venus Project, encontramos o seguinte texto:
“O Projeto Vênus é um catalizador de idéias educacional que opera em um Centro de Pesquisa em uma área de 25 acres localizada em Venus, na Flórida.”
Projeto Vênus
Até aí tudo bem. A página de Objetivos e Propostas explica de forma inicial como chegar gradativamente às mudanças almejadas. Só o que não entendi foi o seguinte: se o Centro de Pesquisas é o núcleo onde tudo é planejado e acontece, porque o mesmoestá sendo posto à venda por 550 mil dólares?
O curioso é que o que está sendo posto à venda são os mesmos prédios em que Jacque Fresco e Rosane Meadows aparecem no filme Zeitgeist, o que criou, pelo menos em mim, um significativo mal-estar. Ficou algo assim, digamos, não muito bem explicado...
É claro que não estou dizendo simplesmente que se fez dois filmes para vender um pedaço de terra com alguns contrutos por 550 mil doletas, mas eu gostaria de entender melhor esta conexão entre o Zeitgeist Movement e o próprio Projeto Vênus. Um comentário não datado deixado por Peter Joseph (o diretor de Zeitgeist) na página do filme que mostra a trajetória e as idéias de Jacque Fresco – Future by Design – me deixa ainda mais confuso, já que Zeitgeist é de 2007 e fico pensando há quanto tempo atrás Peter teve contato com as idéias de Fresco...
Ou seja, o próprio apanhador de fios soltos deixou alguns fios soltos para que possamos puxar e desfazer a teia que se buscava criar...
Bem, mesmo com estas interrogações todas na cabeça, com meio mundo gritando que tudo não passa de mais uma Teoria da Conspiração, ainda consigo perceber boas mensagens em ambos filmes. Mensagens que buscam, antes de mais nada, promover o DESPERTAR do ser humano. Almejam fazer que saiamos desta apatia, desta verdadeira ANOMIA e partamos em busca de uma Revolição, uma mudança social gradativa que reflita a liberdade individual de cada um na construção dos conceitos de cidadania e responsabilidade social.
Baseado nesta crença – e agora deixe-me fazer o meu “comercial” - que estou desenvolvendo juntamente com algumas das mais brilhantes mentes altruístas que nosso planeta mantém vivos hoje em dia a Coolméia, um grande portal colaborativo “do bem”, uma verdadeira cooperativa de idéias altruístas em que, além da apresentação de ações que já estão dando certo pelo mundo, estaremos criando, através de um sistema parecido com uma wiki, um espaço para o debate e produção contínua de idéias, projetos e ações que possam beneficiar o máximo número de pessoas da forma mais intensa possível, sem esquecer a sustentabilidade destas ações e sem, necessariamente depender de qualquer vínculo com o sistema monetário ou com entidades governamentais.
Estamos aí para mostrar que a Utopia só é fantasiosa, fantástica e imaginária para aqueles que cessaram de caminhar.
Assista Zeitgeist Addendum na íntegra em português abaixo:

(certifique-se de que leu o significado dos conceitos de ANOMIA e REVOLIÇÃO, nos links fornecidos acima)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Quem Elege Os Políticos?

Retirado do blog do Bonassoli

Quem elege os políticos
Um sujeito comprou uma geladeira nova e pra se livrar da velha, colocou-a em frente à casa com o aviso: “De graça. Se quiser, pode levar“. A geladeira ficou três dias, sem receber um olhar dos passantes. Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom demais pra ser verdade, e ele mudou o aviso: “Geladeira à venda por R$ 50,00“. No dia seguinte, ela tinha sido roubada. Esse tipo de gente vota.
***
Olhando uma casa para alugar, meu irmão perguntou à corretora de imóveis de que lado era o Norte, porque não queria que o sol o acordasse todas as manhãs. A corretora perguntou: “O sol nasce no norte?” Quando meu irmão explicou que o sol nasce no Leste (aliás, há um bom tempo isso acontece) ela disse: “Eu não me mantenho atualizada a respeito desse tipo de coisa“. Ela também vota.
***
Antigamente, eu trabalhava em suporte técnico num centro de atendimento a clientes em Manaus. Um dia, recebi um telefonema de um sujeito que perguntou em que horário o centro de atendimento estava aberto. Eu disse a ele: “O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.” Ele perguntou: “Pelo horário de Brasília ou pelo horário de Manaus?” Pra acabar logo com o assunto, respondi: “Horário de Manaus“. Ele vota.
***
Meu colega e eu estávamos almoçando no restaurante self-service da empresa, quando ouvimos uma das assistentes administrativas falando a respeito das queimaduras de sol que ela havia tido, ao ir de carro ao litoral. Estava num conversível, por isso, “não pensou que ficaria queimada, pois o carro estava em movimento“. Ela também vota.
***
Minha cunhada tem uma ferramenta salva-vidas no carro, projetada para cortar o cinto de segurança, se ela ficar presa nele. Ela guarda a ferramenta no porta-malas! Minha cunhada também vota.
***
Meus amigos e eu fomos comprar cerveja para uma festa e notamos que os engradados tinham desconto de 10%. Como era uma festa grande, compramos 2 engradados. O caixa multiplicou 10% por 2 e nos deu um desconto de 20%. Ele também vota.
***
Eu não conseguia achar minhas malas na área de bagagens do aeroporto. Fui, então, até o setor de bagagem extraviada e disse à mulher que minhas malas não tinham aparecido. Ela sorriu e me disse para não me preocupar, porque ela era uma profissional treinada e eu estava em boas mãos. “Apenas me informe… o seu avião já chegou?“ Ela também vota.
***
Esperando ser atendido numa pizzaria observei um homem pedindo uma pizza para viagem. Ele estava sozinho e o pizzaiolo perguntou se ele preferia que a pizza fosse cortada em 4 pedaços ou em 6. Ele pensou algum tempo, antes de responder: “Corte em 4 pedaços; acho que não estou com fome suficiente para comer 6 pedaços.” Isso mesmo, ele também vota.
***
Num curso sobre projetos, uma das equipes encontrou um resultado diferente do professor. Mesmo depois dele ter demonstrado matematicamente a resposta correta, uma das pessoas do grupo disse que isso não queria dizer nada, pois “cada um tem a sua lógica“. Essa pessoa vota.
***
Fui cumprimentar um colega pelo seu aniversário e comentei que era muito bom a data ter caído num sábado. Pois ele retrucou que era uma pessoa de muita sorte, pois todo ano o aniversário dele caía em um sábado. Sim, ele vota.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Prisão do Arruda

Alguns disseram que a prisão de um governador mancha a imagem dos políticos brasileiros. Por acaso já não está manchada há anos? A prisão dele é o resultado que esperamos que ocorra com muitos outros porcos (políticos) desse país que mais parece um amontoado de delinquentes de gravata.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Janeiro Negro

Sabe! Não mais para aguentar tanto vagabundo querendo se dar bem nas costas de quem trabalha. É o governo na sua fúria arrecadatória. São as prefeituras e estado querendo te sugar o sangue.

Porém, a coisa  não fica só na área pública. A iniciativa privada também está louca para tirar o seu quinhão. São os malditos sindicatos (dos empregados e patronal). Se você faz parte de algum grupo; tem que pagar. Contribuição federativa e outras merdas mais. IPVA, IPTU, ITR e outros "Is" mais. E você já notou que todos vencem no início do ano? Que é pra te foder de vez? Sim; porque eles poderiam distribuir estas "contribuições" pelo ano todo. Mas o que eles querem é te ferrar, deixar louco.

Então tudo numa jogada só eles te cobram, vamos ver: Contribuição Sindical Patronal, Contribuição Sindical Empregados, IPTU, IPVA, ITR. Até o jazigo no cemitério vence em janeiro. Tá certo. Depois de pagar tudo isso você tem que ter onde cair morto.

Para encerrar deixo minha opinião pessoal sobre sindicatos. Foi daí que saiu nosso amado e idolatrado presidente. Sindicato só serve para esconder aí desvios de dinheiro, tomadores de café, cabides de emprego e muita regalia nas costas de quem trabalha.

Minha mensagem final aos sindicalistas. Que se F O D A M   todos eles, inclusive nosso amado presidente que mamou lá por anos. Não se contentou com pouco então resolveu de foder com o país inteiro.

Até a próxima.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Não é Possível

 

Descobriram que os políticos estão roubando em Brasília.

Isso não é possível, só pode ser mentira.

Com certeza o STJ vai arquivar mais esta mentira.

Já pensaram se eles não arquivarem?

De tanto circular esta mentira pelo Brasil, pode até se tornar verdade.

E aí! O que será de nós todos?

O Culto ao Corpo

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sábado, 30 de janeiro de 2010

De olho no futuro. Futuro?
Posted by Picasa

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A Depressão na visão Espírita

 

Retirado do Blog a-caminho-da-luz.blogspot.com

Um texto do Dr. Wilson Ayub Lopes
A depressão pode ser conceituada como uma alteração do
estado de humor, uma tristeza intensa, um abatimento
profundo, com desinteresse pelas coisas. Tudo perde a
graça, o mundo fica cinza, viver torna-se tarefa
difícil, pesada, com idéias fixas e pessimistas.
Poderíamos considerá-la como uma emoção estragada. As
emoções naturais devem ser passageiras, circularem
normalmente, sem desequilibrar o ser. A tristeza por
exemplo, é uma emoção natural, que nos leva a entrar
em contato conosco, à introspecção e à reflexão sobre
nossas atitudes. Agora, uma vez estagnada, prolongada,
acompanhada de sentimento de culpa, nos leva a
depressão.
Podemos dividir a "depressão" em três formas, de
acordo com o fator causal:
- Depressão Reativa ou Neurose Depressiva: - esta
depende de um fator externo desencadeante, geralmente
perdas ou frustrações, tais como separação, perda de
um ente querido, etc.
- Depressão Secundária a Doenças Orgânicas: acidente
vascular cerebral ("Derrame"), tumor cerebral, doenças
da tireóide, etc.
- Depressão Endógena: por deficiência de
neurotransmissores. Exs.: depressão do velho,
depressão familiar e psicose maníaco-depressiva.
Estima-se que a depressão incida em cerca de 14% da
população, ou seja, temos no Brasil cerca de 21
milhões de deprimidos. Ela afeta todo o ser,
acarretando uma série de desequilíbrios orgânicos,
sobretudo, comprometendo a qualidade de vida, tornando
a criatura infeliz e com queda do seu rendimento
pessoal.
André Luiz cita nas suas obras que os estados da mente
são projetados sobre o corpo através dos bióforos que
são unidades de força psicossomáticas, que se
localizam nas mitocôndrias. A mente transmite seus
estados felizes ou infelizes a todas as células do
nosso organismo, através dos bióforos. Ela funciona
ora como um sol irradiando calor e luz, equilibrando e
harmonizando todas as células do nosso organismo, e
ora como tempestades, gerando raios e faíscas
destruidoras que desequilibram o ser. Segundo
Emmanuel, a depressão interfere na mitose (divisão)
celular, contribuindo para o aparecimento do câncer e
de outras doenças imunológicas, sobretudo a
deficiência imunitária facilitando às infecções.
Na depressão existe uma perda de energia vital no
organismo, num processo de desvitalização. O indivíduo
perde energia por dois mecanismos principais:
1º) Perde sintonia com a Fonte Divina de Energia
Vital: o indivíduo não se armando como deve, com
sentimento de auto-estima em baixa, afasta de si
mesmo, da sua natureza divina, elo de ligação com a
fonte inesgotável do Amor Divino. Além do mais, o
indivíduo ao se fechar em seus problemas e suas
mágoas, cria um ambiente vibracional negativo, que
dificulta o acesso da espiritualidade Maior em seu
benefício.
2º) Gasto Energético Improdutivo: o indivíduo ao invés
de utilizar o seu potencial energético para
desenvolver potencialidades evolutivas, vivendo
intensamente as experiências e os desafios que a vida
lhe apresenta, desperdiça energia nos sentimentos de
auto-compaixão, tristeza e lamentações. Sofre e não
evolui.
CAUSAS PRINCIPAIS
A depressão está freqüentemente associada a dois
sentimentos básicos: a tristeza e culpa degenerada em
remorso. Quando por algum motivo infringimos a lei
natural, ao tomarmos consciência do erro cometido,
temos dois caminhos a seguir:
1 - Erro>Consciência>Arrependimento>Tristeza>Reparação
2 - Erro>Consciência>Culpa-remorso (idéia
fixa)>Depressão
O primeiro caminho é meio natural de nosso
aperfeiçoamento. Uma vez tomando consciência de nossas
imperfeições e erros cometidos, empreendemos o
processo de regeneração através de lições reparadoras.
De outra maneira, se ao invés nos motivarmos a nos
recuperarmos, nós nos abatermos, com sentimento de
desvalia, de auto-punição, e permanecermos atrelados
ao passado de erros, com idéias fixas e
auto-obsessivas, nós estaremos caminhando para o
estado de depressão, que é improdutivo no sentido de
nossa evolução.
Outra condição que nos leva à depressão é citada pelo
espírito de François de Geneve no Evangelho Segundo o
Espiritismo, cap. V item 5 (A Melancolia), onde relata
que uma das causas da tristeza que se apodera de
nossos corações fazendo com que achemos a vida amarga
é quando o Espírito aspira a liberdade e a felicidade
da vida espiritual, mas, vendo-se preso ao corpo, se
frustra, cai no desencorajamento e transmite para o
corpo apatia e abatimento, se sentindo infeliz. Para
François Geneve então, a causa inicial é esta ânsia
frustrada de felicidade, liberdade almejada pelo
espírito encarnado, acrescido das atribulações da vida
com suas dificuldades de relacionamento interpessoal,
intensificada pelas influências negativas de espíritos
encarnados e desencarnados.
Outro fator que está determinando esta incidência
alarmante de depressão nos nossos dias é o isolamento,
a insegurança e o medo que estão acometendo as pessoas
na sociedade contemporânea. Absorvido pelos valores
imperantes como o consumismo, a busca do prazer
imediato, a competitividade, a necessidade de não
perder, de ser o melhor, de não falhar, o homem está
de afastando de si e de sua natureza. Adota então uma
máscara(persona), que utiliza para representar um
"papel" na sociedade. E, nesta vivência neurotizante,
ele deixa de desenvolver sua potencialidades, não se
abre, nem expõe suas emoções, pois estas demonstram
que de fato ele é. Enclausurado, fechado nesta
carapaça de orgulho e egoísmo, ele se isola e se sente
sozinho. Solidão, não no sentido de estar só, mas de
se sentir só. Mais do que se sentir só é a
insatisfação da pessoa com a vida e consigo mesma. O
indivíduo nessa situação precisa se cercar de pessoas
e de coisas para ficar bem, pois, desconhece que ele
se basta pelo potencial divino que tem. A solidão é
conseqüência de sua insegurança, de sua imaturidade
psicológica. Nos primeiros anos de vida, a criança
enquanto frágil e insegura, é natural que tenha
necessidade de que as pessoas vivam em função delas,
dando-lhes atenção e proteção. É a fase do
egocentrismo, predominantemente receptiva. Com o seu
amadurecimento, começa a criar uma boa imagem de si,
tornando-se mais seguro, e a partir de então, passa a
se doar, a se envolver e a participar mais do a mundo.
O que acontece é que certas pessoas, por algum motivo,
têm dificuldades neste processo de amadurecimento
afetivo, mantendo-se essencialmente receptivas e não
participativas, exigindo carinho, respeito e atenção,
sem se preocuparem da mesma forma com os outros.
Fazem-se de vítimas, pobre coitados, sem as
responsabilizarem por si. Conseguem o seu equilíbrio
às custas das conquistas exteriores. A primeira
frustração que se deparam, não toleram, pois expõe
suas fraquezas e isto motiva um quadro de depressão.
Em alguns idiomas, doença e vazio têm a mesma
tradução. A doença seria decorrente de um vazio de
sentimentos que gera depressão e adoece o ser. Um
indivíduo quando perde a capacidade de se amar, quando
a auto-estima está debilitada, passa a ter dificuldade
de amar o semelhante, pois o sentimento de amor, de
generosidade para com o próximo, é um sentir de dentro
para fora. Este sentimento de amor ao próximo, nada
mais é do que uma extensão do nosso amor, da nossa
sintonia com o Deus interior que nós temos em nós. A
pessoa que tem dificuldade nesta composição de amar a
si e, por conseqüência, amar o próximo, deixa de
receber o amor e a simpatia do outro, e não consegue
entra em sintonia com a fonte sublime inesgotável do
Amor Divino. Nós limitamos aquilo que recebemos de
Deus, na medida do quanto doamos ao próximo. Quem ama
muito, muito recebe. Quem pouco ama, pouco recebe.
Esse afastamento de si, e por conseguinte de Deus,
gera a tristeza, o vazio, a depressão e a doença.
TRATAMENTO
A depressão é um sintoma que nos diz que não estamos
nos amando como deveríamos. O caminho para sairmos
dela é preencher este vazio com a recuperação da
auto-estima e do amor em todos os sentidos. Primeiro,
procurando nos conhecer e nos analisar, com o intuito
de nos descobrirmos, sem nos julgarmos, sem nos
punirmos ou nos culparmos. E depois, nos aceitarmos
como somos, com todas as nossas limitações, mas
sabendo que temos toda potencialidade divina dentro de
nós, esperando para desabrochar como sementes de luz.
Isto nada mais é do que desenvolver a fé em si e no
criador, sentimento este que transforma e que nos liga
diretamente a Deus. Uma pessoa consciente de sua
riqueza interior passa a ter segurança e fé nas suas
potencialidades infinitas, começando a gostar e
acreditar em si, amando-se e a partir de então,
sentindo necessidade de expandir este sentimento a
tudo e todos. Começa assim a se despertar para os
verdadeiros valores da vida espiritual, se
transformando numa pessoa feliz e sorridente, pois
onde existe seriedade, há algo de errado; a seriedade
está ligada ao ser doente. Sorria e seja feliz amando
e servindo sempre. A terapia contra a depressão se
baseia no amar e no servir, se envolvendo em trabalhos
úteis e no serviço do bem. Seja no trabalho
profissional, no trabalho do lazer, ou no trabalho de
servir ao próximo, o indivíduo se ocupa, exercita o
amor, e deixa de se envolver com as lamentações, pois
a infelicidade faz seu ninho no escuro dos sentimentos
de cada um. Dificilmente conheceremos um deprimido,
entre aqueles que trabalham a serviço do bem. Para
doarmos este amor, não basta somente fazermos obras de
caridade, temos que nos tornarmos caridosos; antes de
fazermos o bem temos que ser bons. Darmos um pão, um
agasalho, mais junto colocarmos uma boa dose de afeto
e carinho. Ser acima de tudo generosos, que é a
caridade com afeto. As pessoas estão com fome de amor,
de calor humano, um ombro amigo, um abraço, um
aconchego e uma palavra de carinho. Às vezes, com um
simples sorriso, um bom dia, um olhar afetuoso, nós
estamos doando energia e transmitindo vida. O homem
alcançou um enorme progresso intelectual, satisfazendo
suas necessidades materiais com os avanços
tecnológicos. Porém, ainda se depara com enormes
dificuldades na convivência fraterna com o seu
semelhante. Estamos cada vez mais próximos um dos
outros através dos meios de comunicação e, no entanto,
mais afastados emocionalmente. Agora, o homem está
sentindo a necessidade premente de desenvolver a
afetividade, de se envolver, amar e sentir o seu
semelhante. Temos que ressuscitar e liberar a criança
que está esquecida dentro de nós. Para resgatarmos
esta criança que adormece em nós, é necessário que
vejamos o mundo de forma positiva e otimista. A nossa
criança interior, geralmente se encontra retraída e
oprimida, porque a vida nos apresenta de forma
desagradável; ainda não vivemos de forma natural,
espontânea e isto gera ansiedade e sofrimento. Como a
criança é movida pelo prazer, ela se recolhe e não se
manifesta. A criança não se julga, não se pune. Ela
apenas vive o hoje, o agora, integrada perfeitamente a
Deus e à natureza. "Deixai vir a mim as criancinhas
porque o reino dos céus é de quem vos assemelham" -
com estas palavras quis Jesus dizer que teremos que
ser puros, autênticos, integrados com a nossa natureza
divina, sem fugas ou máscaras, para alcançarmos a
nossa evolução espiritual. Ter atitudes simples, como
lidar com animais, brincar com crianças, atividades
criativas como a pintura, tocar um instrumento, fazer
pequenas tarefas domésticas, cozinhar, manter uma
conversa amena, contar um caso, ver um bom filme,
escutar uma música, cantar, sorrir, ouvir com atenção,
olhar com ternura, tocar as pessoas, abraçar, fazer um
elogio sincero, curtir a natureza, admirar o por do
sol, etc. Estas são tarefas que muito lhe ajudará a
reencontrar o equilíbrio e a harmonia interior. Manter
sempre o bom humor. Aquele que tem no ideal de servir
uma meta de vida, será sempre uma pessoa feliz. Na
vida o que mais importa é o amor e o bem querer das
pessoas, viver suas emoções; não se deixar afetar por
coisas pequenas. Muitas vezes nos deixamos abater por
problemas, que se olharmos com olhos de Espíritos
Eternos em passagem pela Terra, não valorizaríamos.
Substituir sentimentos de auto-piedade por vibrações
em favor dos que sofrem. Se olharmos com atenção e
interesse ao nosso redor, veremos que existem pessoas
com problemas muito piores, que o nosso a pedir
socorro. Procurar praticar atividades físicas
regulares, como a caminhada, um esporte, um lazer. A
mente parada começa a criar pensamentos negativos, que
se assemelham a lixos amontoados dentro de casa. Com
estas atividades, você estará desviando sua mente
destes pensamentos deletérios. Tornar-se empreendedor,
dinâmico, criando idéias novas e construtivas em
benefício do semelhante, com motivação para
implementá-las, junto ao grupo ou a comunidade que
pertence. Não fique estagnado esperando que a coisas
aconteçam em seu favor. Aja em favor do próximo e não
se surpreenda se você for o mais beneficiado. Leituras
edificantes, uma conversa com um amigo, um terapeuta
ou um orientador espiritual, ajuda você a ver o
problema por um outro ângulo. A oração é um recurso
indispensável no processo de recuperação. Através dela
estabelecemos sintonia com a Espiritualidade Maior,
facilitando o caminho para que nos inspirem e
revigorem nossas energias. Não nascemos para sofrer.
Os nossos problemas e nossas dificuldades devem ser
interpretadas como instrumentos para nossa evolução.
Nunca devemos nos deprimir ou nos revoltar contra
eles. O melhor aprendizado, é aquele que tiramos de
nossa própria vida. Vocábulo "crise" em algumas
línguas podem ter dois significados: a oportunidade ou
perigo. Oportunidade de crescimento ou perigo de
queda.
O que importa é sabermos que os problemas , que
deparamos na vida só surgem quando já temos condições
de solucioná-los. Como disse o Mestre Jesus: " O Pai
não coloca fardos pesados em ombros fracos". Deste
modo, ficamos mais fortes ao saber que temos todas as
condições interiores, para enfrentar as dificuldades
que a vida nos apresenta. Ter consciência, que acima
de tudo, tem um Deus maior a zelar por nós e que nunca
nos abandona.
BIBLIOGRAFIA:
_Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo -
2ª edição - FEB - cap. V, item 25
_Franco, Divaldo Pereira - O Homem Integral - 3ª
edição - Livraria Espírita Alvorada
_Xavier, Francisco Cândido - Missionários da Luz - FEB
- 21ª edição
_Revista Espírita Allan Kardec - Ano X - n. 37
_Xavier, Francisco Cândido - O Consolador - FEB - 13ª
edição
_Silva, Marco Aurélio (Dr) - Editora Best

sábado, 16 de janeiro de 2010

My Way (tradução) – Frank Sinatra

E agora o fim está próximo,
E então eu encaro a última cortina.
Meu amigo, vou dizer claramente,
Vou expôr minha situação, da qual tenho certeza...

Eu vivi uma vida que está completa,
Eu viajei por cada uma e em todas as estradas.
E mais, muito mais do que isso,
Eu fiz da minha maneira...

Remorsos, tive uns poucos.
Mas, por outro lado, poucos demais para mencionar.
Eu fiz o que tinha de fazer
E perseverei até o fim sem exceção.
Eu planejei cada percurso delineado,
Cada passo cuidadoso ao longo do caminho.
E mais, muito mais do que isso,
Eu fiz da minha maneira...

Sim, houve ocasiões, tenho certeza que você soube
Quando mordi mais do que podia mastigar.
Mas, em meio a tudo, quando havia incerteza,
Eu devorava tudo e cuspia fora.
Eu enfrentei tudo e me mantive em pé,
E fiz da minha maneira...

Eu amei,
Eu ri e chorei.
Tive minha parte, minha porção de perdas.
E agora, à medida que as lágrimas diminuem,
Eu acho tudo isso tão divertido
Ao pensar que fiz aquilo tudo,
E - posso dizer? - não de uma maneira tímida...

Oh não, oh não, não eu,
Eu fiz da minha maneira...

Pois, o que é um homem, o que ele possui?
Se não for a si mesmo, então ele não tem nada.
Para dizer as coisas que ele sente sinceramente
E não as palavras de alguém que se ajoelha.
O registro mostra:
Eu suportei os golpes,
E fiz da minha maneira...

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